Governo do Distrito Federal
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28/09/17 às 17h47 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Aberta a VI Jornada de Prevenção ao Suicídio do DF

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Aproximadamente 500 pessoas se inscreverem para participar do evento

BRASÍLIA (28/9/17) – A VI Jornada de Prevenção ao Suicídio do DF – Um compromisso social foi aberta nesta quinta-feira (28), no auditório da Universidade dos Correios. Aproximadamente 500 pessoas – entre estudantes, comunidade e servidores do Governo de Brasília das áreas de Saúde, Segurança, Educação, entre outras – se inscreveram para participar do evento promovido pela Diretoria de Saúde Mental da Secretaria de Saúde.

“Essa jornada representa a evolução no sentido de ampliar o debate sobre o grave problema de saúde pública, que afeta milhares de pessoas no mundo inteiro. Sabemos que uma pessoa comete suicídio quando atinge um grau de sofrimento muito grande e, na tentativa de reduzir esse sofrimento, ela retira a própria vida. Mas a sociedade pode ajudar”, disse o secretário adjunto de Assistência da Secretaria de Saúde, Daniel Seabra, na abertura do evento.

O diretor do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-DF), Rafael Vinhal, ressaltou que 10 casos são consumados mensalmente no DF, sem contar que a entidade atende diariamente, em média, outros sete casos de tentativa. “O suicídio é um problema de saúde pública. É a terceira causa de morte de adultos jovens no Brasil, só perde para acidentes de trânsito e homicídios”, informou.

A psicóloga e diretora de Saúde Mental, Giselle de Fátima Silva, explica que a participação social pode contribuir para reduzir o suicídio. Cerca de 90% dos casos poderiam ser evitados, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, se tivessem tratamento adequado, muitas vezes negligenciado por preconceitos da sociedade e dos próprios familiares.

“As pessoas precisam compreender, primeiro, que o suicídio não é um ato de coragem, nem de covardia. É uma situação de sofrimento extremo que se confunde com a própria pessoa e ela, na tentativa de acabar com o sofrimento, acaba com a própria vida”, explicou Giselle.

A psicóloga esclareceu que o comportamento suicida pode decorrer tanto de transtornos mentais, quanto pelo uso de substâncias. Para ajudar alguém que esteja nessa situação, é necessário ouvir, fazer o acolhimento e direcionar para uma unidade de saúde, como um dos 17 centros de Atenção Psicossocial (Caps).

CRONOGRAMA – Neste primeiro dia, o evento conta com mesas redondas com os temas: Prevenção ao Suicídio, Intervenção em crise e Orientações para pais e professores.
Já no segundo dia serão debatidos a Responsabilidade ética dos meios de comunicação, Saúde mental do trabalhador, Transição de gênero e promoção de saúde: três abordagens, Jovens e suicídio: a atuação do CVV e Sentido da vida.

As mesas redondas têm a participação de representantes do Hospital Universitário de Brasília, do Ministério da Saúde, da Escola Superior de Ciências da Saúde, da Associação Psiquiátrica de Brasília, TV Globo, Correio Braziliense, Metrópoles, Exército Brasileiro, além das secretarias de Planejamento e Orçamento e do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, do Instituto de Transmasculinidade e do Centro de Valorização da Vida.

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programação.

SERVIÇO:
VI Jornada de Prevenção ao Suicídio
Data: quinta (28) e sexta-feira (29)
Horário: das 8h30 às 17h
Local: auditório da Universidade dos Correios, Trecho 2 do Setor de Clubes Norte