Governo do Distrito Federal
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6/09/13 às 20h25 - Atualizado em 30/10/18 às 15h06

Ação educativa neste sábado informa sobre tratamento da epilepsia

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O novo Centro de Referência de Epilepsia da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, instalado no Hospital de Base, promoverá, neste sábado (7), uma ação educativa para informar portadores de epilepsia e familiares sobre ações relacionadas ao atendimento.

O evento será no Brasília Shopping, das 12h ás 18h, quando também será lembrado o Dia Nacional da Epilepsia (9/9). No local haverá um estande com profissionais de saúde que distribuirão folhetos educativos sobre epilepsia e camisetas, além da divulgação do centro.

O tratamento de epilepsia na rede pública de saúde é realizado nos centros de saúde e hospitais regionais. Pacientes que precisam passar por cirurgia são encaminhados para o Sistema de Regulação da Secretaria de Saúde (Sisreg/SES) para marcação de atendimento e tratamento com especialistas da neurologia do HBDF, referência no tratamento da doença.

A epilepsia é uma doença que ocorre em cerca de 0,5% a 1% da população mundial e de 1,5% a 2% da população brasileira, o que significa entre dois milhões e três milhões de pacientes no País. Soma-se a isto uma incidência estimada de 80 mil a 100 mil casos ao ano. No Distrito Federal o resultado aproximado é 25 mil portadores e dois mil novos casos por ano.

Segundo o coordenador do Centro de Referência de Epilepsia da SES/DF, neurologista Wagner Afonso Teixeira, “a epilepsia é uma das doenças neurológicas mais frequentes. A palavra vem do grego significando ‘possuir’, ‘apossar-se de’. Caracteriza-se pela ocorrência de crises epilépticas recorrentes e não provocadas A recorrência significa que é necessário um mínimo de duas crises para o diagnóstico de epilepsia”, explicou.

Para o neurologista, a condição de serem crises não provocadas exclui aquelas em que a ocorrência só se dá na presença de um fator desencadeante (álcool, febre, drogas, traumatismo crânio encefálico etc.).

De acordo com especialista, o que ocorre durante uma crise é extremamente variável. Depende do local onde se inicia a “descarga” e da forma como ela se propaga no cérebro. “Podemos ter uma crise que se inicia com uma percepção visual e evolui com perda de contato com o meio ambiente (ausência), significando que esta se iniciou na região posterior do cérebro (responsável pela visão), evoluindo provavelmente para a região temporal, que condiciona o “desligamento” do paciente do meio. Este é um exemplo de crise em que os fenômenos motores são pouco relevantes, diferente da crise mais conhecida, a convulsão, onde existe uma expressão motora bilateral (crise tônico-clônica generalizada)”, relata o especialista.

O especialista destaca que o tratamento cirúrgico de pacientes epilépticos “é hoje um procedimento seguro e com resultados eficientes e o prognóstico varia de acordo com a etiologia”. Tendo como exemplo a etiologia mais frequente em todas as séries cirúrgicas avaliadas, a Esclerose Mesial Temporal, sabe-se que, entre 80% e 90% dos pacientes evoluem para a cura total.

Júlio Duarte

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