Governo do Distrito Federal
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19/10/17 às 11h03 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Ambulatório de diabetes e hipertensão no Paranoá já atendeu 228 pacientes

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Assistência é feita por equipe multiprofissional

BRASÍLIA (19/10/17) – Moradores de Itapoã diagnosticados com hipertensão e/ou diabetes, classificados como de alto e muito alto risco, contam com um ambulatório especializado funcionando no Hospital da Região Leste. Desde agosto, 228 pacientes fazem acompanhamento na unidade, a maioria mulheres.

“Os pacientes são atendidos na atenção primária e encaminhados para o ambulatório, passam por equipe multiprofissional formada por endocrinologista, cardiologista, nutricionista, psicólogo, assistente social, farmacêutico clínico, enfermeiro e técnico de enfermagem, tudo em um único dia. Quando a doença é estabilizada, ele volta a ser acompanhado pela atenção primária, retornando ao ambulatório periodicamente para avaliação”, explica a gerente de Assistência Clínica do Hospital da Região Leste, Raquel Bevilaqua.

O paciente passa uma manhã ou uma tarde no local e sai de lá com um plano de cuidados a ser seguido, traçado por todos os profissionais. “Ainda é cedo para apresentar muitos resultados, mas já temos recebido elogios. Por exemplo, os exames de monitorização ambulatorial de pressão arterial estão com melhores resultados em alguns pacientes com apenas duas semanas seguindo as orientações profissionais”, destaca Raquel.

Maria Tereza Souza, uma das pacientes do ambulatório, tem percebido essa mudança. “Estou me sentindo bem melhor com o tratamento que me passaram aqui”, comemora ela, que está na sua terceira consulta. “Ser atendido por vários profissionais no mesmo dia e local economiza tempo e evita que a gente fique batendo de porta em porta tentando descobrir onde será atendido”, elogia.
Maria Tereza de Souza

ESTRUTURAÇÃO – Para estruturar o ambulatório, a Secretaria de Saúde contou com a parceria do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, que desenvolveu o método. O objetivo é que esse primeiro espaço sirva de modelo para a criação de outros iguais no DF.

“O projeto veio com a planificação – instrumento de gestão e organização da Atenção Primária à Saúde e da Atenção Ambulatorial Especializada nas Redes de Atenção à Saúde, e o Itapoã é projeto-piloto. Para a criação do ambulatório aqui na região, pegamos como modelo um que existe em Santo Antônio do Monte, em Minas Gerais”, conta Raquel.

O diagnóstico para detectar os pacientes de alto ou muito alto risco com diabetes ou hipertensão, feito atualmente por todas as 11 equipes de saúde da família do Itapoã, é baseado em protocolos e critérios clínicos e laboratoriais definidos.

Confira as fotos.