Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
24/06/16 às 19h30 - Atualizado em 30/10/18 às 15h15

As doenças crônicas não transmissíveis ainda são as principais causas de morte no DF

COMPARTILHAR

Elas são responsáveis por 55,1% das mortes no Distrito Federal

BRASÍLIA (24//06/16) – Caracterizadas por um conjunto de doenças que não tem origem infecciosa, mas que há uma multiplicidade de fatores de risco comuns que podem levar ao desenvolvimento de incapacidades, as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) são responsáveis por 55,1% das mortes no Distrito Federal. Câncer (19,1%), diabetes (3,8%), doenças crônicas respiratórias (5,1%) e doenças cardiovasculares (27,1%) são as principais DCNT.

Um levantamento produzido pela Área Técnica de Doenças Crônicas Não Transmissíveis da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS) traz os dados do Distrito Federal em um mapeamento comparativo entre os anos de 2004 e 2014, onde em 2004 o índice de óbitos era de 53,7% e em 2014 foi de 55,1% apontando um aumento das principais DCNT, inclusive na faixa de 30 a 69 anos de idade, caracterizado como Mortalidade Prematura provocada por estas doenças.

Diante da gravidade e impacto dessas doenças, o Distrito Federal elaborou em 2012, com base no plano nacional, o Projeto de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das DCNT. O plano tem como fundamento a organização da Vigilância, Avaliação e Monitoramento dos fatores de risco da morbidade e mortalidade específica das DCNT, a Promoção da Saúde e o Cuidado Integral.

No Distrito Federal, a Gerência de Doenças e Agravos não transmissíveis é responsável pela vigilância das DCNT. Os dados utilizados nas análises foram extraídos do Sistema de Mortalidade (SIM) e do Inquérito de vigilância de fatores de risco e proteção por inquérito telefônico (Vigitel), realizado anualmente pelo Ministério da Saúde. O Vigitel tem sido o principal parâmetro para avaliarmos fatores de risco e proteção para DCNT nas capitais brasileiras, dos quais, entre principais indicadores monitorados pelo DF, observa-se redução de tabagismo, mas manutenção do quadro tanto do consumo de álcool, quanto do consumo de frutas e hortaliças e atividade física.

“Os principais fatores de risco para essas doenças são considerados modificáveis e são influenciados pela urbanização e estilo de vida adotado pela população como, alimentação inadequada, falta de atividade física, tabagismo e uso abusivo de álcool que poderiam ser minimizadas através de intervenções amplas e custo-efetivas de promoção da saúde para a redução de seus fatores de risco modificáveis como aumentar o consumo de frutas, verduras e legumes; diminuir o consumo de açúcar, sal e gorduras; realizar atividade física orientada de forma regular; evitar o excesso de peso; controlar a pressão a arterial e a glicemia”, destaca a gerente de Doenças e Agravos não Transmissíveis, Kelva Aquino.

Confira aqui o boletim completo