Governo do Distrito Federal
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20/11/17 às 10h04 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Atenção Primária deve ser porta de entrada para atendimentos

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Cerca de 70% dos casos não precisam ser resolvidos na emergência

BRASÍLIA (20/11/17) – Nem todo mal estar é caso de emergência. Cerca de sete em cada 10 problemas atendidos nos prontos-socorros poderiam ser resolvidos em unidades básicas de saúde (antigos centros de saúde). Com esses dados em mãos, a Secretaria de Saúde vem reorganizando o fluxo de atendimento na rede pública, fortalecendo a atenção primária, de modo que ela seja a porta de entrada da população para qualquer outro serviço em saúde.

Mas, na prática, como isso funciona para o paciente? Em caso de um mal estar, a pessoa deve procurar uma unidade básica e a equipe de saúde é quem vai classificá-la, apontando o direcionamento necessário: se for grave, encaminhará para um hospital e em casos não urgentes, o atendimento poderá ser na hora ou agendado para data próxima.

Segundo o coordenador de Atenção Especializada, Fernando Uzuelli, caso o fluxo seja o contrário, ou seja, se o paciente procurar um pronto-socorro e for classificado como não urgente, será orientado a procurar a atenção primária ou uma Unidade de Pronto-Atendimento.

“Estruturar o atendimento a partir das unidades básicas de saúde é tendência mundial. O modelo que tínhamos era insuficiente e ineficiente para tratar nossas demandas de saúde. Vamos deixar as emergências para atender as demandas de maior gravidade”, ressalta Uzuelli.

COMO FUNCIONA – Segundo Mariane Curado Borges, da equipe técnica da Coordenação de Atenção Primária em Saúde da Secretaria de Saúde, as UBSs estão com 50% de sua capacidade de atendimento direcionada para agenda programada, que são aquelas com horário marcado, e a outra metade para demanda espontânea. “Isso garante que todas as pessoas que buscarem atendimento serão acolhidas e devidamente encaminhadas para o serviço necessário”, complementa.

Nesse processo de fortalecimento da atenção primária, a Secretaria de Saúde começou, no início deste ano, a conversão do modelo de atenção. Com isso, até junho de 2018, todas as 170 UBSs do DF – que inclui centros de saúde e clínicas de família – funcionarão exclusivamente com equipes de Estratégia Saúde da Família.

Isso significa que no lugar de consultórios compostos por ginecologistas, clínica médica e pediatras, agora estarão equipes formadas por médicos de família, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde e equipes de saúde bucal, que assistirão integralmente a população. Cada equipe atenderá uma população de 3,7 mil pessoas.

Também houve mudanças nos horários de atendimento. As Unidades Básicas de Saúde com estrutura completa já tiveram seus horários ampliados e passaram a atender também aos sábados. Isso já acontece, por exemplo, em Samambaia. Nessas UBSs, o horário foi também estendido: era das 7h às 18h e passa a ser das 7h às 19h. Confira a relação das unidades de saúde, com endereços, serviços e horário de funcionamento.

Atualmente, 103 unidades básicas de saúde já funcionam somente em modelo de Estratégia Saúde da Família. Outras 55 estão em fase de transição.

ESF – Antes do início do processo de conversão, a rede pública contava com 237 equipes de saúde da família consistidas, ou seja, cadastradas no Ministério da Saúde por estarem completas (com médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agente comunitário). Hoje, são 294 nesta situação.

“Temos ainda 135 equipes em transição e 72 equipes de enfermagem que aguardam apenas a chegada de médicos de família. Estamos com 89 médicos nomeados, que devem tomar posse até 22 de novembro, mais 55 aprovados em concurso de 2014 para serem chamados”, observa a coordenadora de Atenção Primária, Alexandra Gouveia.

As equipes de transição são formadas por médicos que passaram por capacitação e agora fazem provas para terem a mudança de especialidade para médico de família e comunidade. A primeira avaliação foi aplicada em 8 de novembro, com a participação de 19 profissionais. O próximo exame está marcado para essa terça-feira (21), quando outros 94 médicos devem ser avaliados. “Assim, finalizaremos a primeira etapa da conversão”, ressalta Alexandra.

Até junho de 2018, a previsão é de que a cobertura de saúde da família seja de 70%. Hoje está em 53%, com destaque para as regiões de saúde Sul, Norte e Oeste.

Saiba mais sobre a Estratégia Saúde da Família.

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