Governo do Distrito Federal
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25/05/17 às 11h11 - Atualizado em 30/10/18 às 15h17

Bombeiros são parceiros dos bancos de leite desde a década de 80

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Profissionais são os responsáveis pela coleta do alimento junto às doadoras

BRASÍLIA (25/5/17) – Reconhecidos pelo Ministério da Saúde como serviço de referência nacional, os bancos de leite humano da rede pública de saúde do Distrito Federal são considerados os melhores do Brasil. A assistência, inaugurada na década de 80, é prestada à população da capital por meio da Secretaria de Saúde em parceria com o Corpo de Bombeiros do DF, que é o responsável pela coleta do leite na casa das doadoras.

O sargento da corporação Éder Cardoso atua no Banco de Leite Humano do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) há 10 anos. Ele conta que, desde o início do trabalho, sempre se sentiu envolvido com a causa por ser um ato de promoção à vida. Atualmente, ele é o condutor do veículo que realiza o recolhimento dos frascos.

“É um serviço de atendimento completamente nobre, porque são vidas que salvam outras vidas. A atuação dos bombeiros não existe sem o trabalho dos profissionais dos bancos de leite da rede, pois funciona como uma cadeia onde todos estão conectados”, explica Cardoso. Éder revela que se sente motivado por ver o resultado do seu trabalho alcançando tantos bebês.

Além dele, a sargento Tânia Alencar também presta atendimento na unidade do HRC há 23 anos. Ela atua, juntamente com Éder, na coleta do leite materno, no ensinamento das mães doadoras sobre o preparo do frasco que armazenará o alimento, realização da higiene pessoal antes de iniciar o processo, qual o local adequado para retirar o leite e outros procedimentos ligados à doação.

“Quando uma mãe decide colaborar, fazemos uma primeira visita com o intuito de explicar como funciona cada passo. Após isso, passamos a visitar semanalmente cada doadora e, com isso, criamos laços com todas elas. É muito gratificante ver como nosso trabalho promove a valorização da vida. É como uma corrente do bem, onde uma história influencia várias outras”, declara Tânia.

DOAÇÃO – A educadora física Lígia Teres, de 33 anos, é mãe de Maximus Macedo, de dois meses. Mãe pela primeira vez, ela comenta que, desde os primeiros dias de vida do filho, produziu muito leite e sempre sobrava o bastante para alimentar outras crianças. Foi quando decidiu procurar ajudar para saber como virar uma doadora. Semanalmente, Lígia doa dois frascos de 300 ml.

“Com o tanto de leite que tinha, meu seio doía muito. Resolvi doar, porque se trata de um ato de amor, onde é possível oferecer alegria e esperança a outras mães que, por algum motivo, não puderam amamentar seus filhos. Vou continuar doando enquanto produzir leite”, ressalta a doadora ao relembrar de um ditado ensinado pelos bombeiros: “O seio da mãe não é um depósito, é uma fábrica”.

Lígia ressalta a importância da doação como uma forma de possibilitar o crescimento de outros bebês que precisam do leite materno para se desenvolver. “Cada mililitro doado é relevante e é um ciclo onde quanto mais a mãe retira e doa, mais ela tem. Defendo esse trabalho feito pelos bancos de leite, bombeiros e mães doadoras.”

 Confira as fotos aqui.