Governo do Distrito Federal
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1/06/16 às 13h20 - Atualizado em 30/10/18 às 15h15

Brinquedotecas ajudam na recuperação de crianças internadas

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Saúde pública do DF conta com 12 espaços lúdicos com atendimento multiprofissional

BRASÍLIA (01/06/16) – Agulhas, médicos por todo lado, medicações. O ambiente hospitalar já é difícil para adultos, imagine para crianças. Para aliviar o estresse que este cenário pode causar, as brinquedotecas são importantes aliadas. A saúde pública do DF conta com 12 espaços desses em hospitais.

Além de representar um direito da criança brincar no hospital garantido pela Lei Federal 11.104/2005, sua importância, dentre outras questões, está no fato de que a brinquedoteca humaniza a assistência à saúde.

“O hospital é para a criança uma experiência muito difícil. Ela tem que viver a separação da família, precisa adaptar-se aos ritmos e confiar em desconhecidos. A brinquedoteca tem como objetivo auxiliar na recuperação e amenizar os traumas psicológicos da internação por meio de atividades lúdicas”, destaca a psicopedagoga e vice-presidente da Associação Brasileira de Brinquedoteca, Sirlândia Reis.

Nos hospitais da rede pública de saúde do DF onde há atendimento de pediatria, além de deixar a criança brincar, os profissionais utilizam as brinquedotecas como espaço de tratamento com terapeuta ocupacional, psicólogos e fisioterapeutas, e também como sala de aula.

“O objetivo é que a criança tenha a vida mais normal possível dentro do ambiente hospitalar. No Hospital de Base, além de brincar, elas também estudam, acompanhados de três professoras da Secretaria de Educação”, explica a chefe da pediatria da unidade, Elisa Carvalho.

Segundo uma das professoras, Fabiana Martins, em um período as crianças estudam e em outro, podem brincar, porém, com brinquedos pedagógicos. “Elas adoram essa sala. É a possibilidade de saírem do leito, como se não estivessem mais no hospital”, ressalta.

Que o diga Talita Maria, mãe de Matheus Baisch, 9 anos. Internado há oito dias para fazer uma cirurgia, é na brinquedoteca que ele se distrai. “Ele fez a cirurgia, começou a andar ontem e hoje a fisioterapeuta já apresentou essa sala para ele. Ele gostou tanto que pediu para voltar agora”, contou a mãe, enquanto o menino montava um quebra-cabeça, superconcentrado.

Outra que adora o ambiente é a pequena Amanda Vitória, 3 anos. Paciente crônica, permanece por meses internada em hospitais. “A brinquedoteca é a alegria dela. Gosta tanto que quando chega no final de semana quer ligar para as professoras virem acompanha-la”, conta a mãe da menina, Patriciane Santos.

UTI – No Hospital de Santa Maria, a brinquedoteca fica no Centro de Terapia Intensiva (CTI) pediátrica e ajuda no tratamento de pacientes crônicos e aqueles internados com quadro agudo. “Usamos o ambiente lúdico, tanto para o fisioterapeuta trabalhar a parte motora, quanto para o psicólogo trabalhar a parte cognitiva”, explica a coordenadora de psicologia do CTI, Marcelle Passarinho.

Segundo a profissional, as crianças ficam sempre mais animadas quando estão na brinquedoteca. “Nos pacientes com quadro agudo, percebemos uma mudança de comportamento, a gente vê uma melhora mais rápida, por estarem saindo do contexto hospitalar”, complementa Marcelle.

Além de Santa Maria e Hospital de Base, a rede pública de saúde do DF conta com brinquedotecas em Taguatinga, Guará, Asa Norte, Sobradinho, Ceilândia, Hospital Materno Infantil e Hospital de Apoio.

CARACTERÍSTICAS – De acordo com Sirlândia Reis, as brinquedotecas hospitalares têm algumas especificidades. “Os cuidados com a segurança e com os tipos de brinquedos precisam atender as necessidades do local e as condições de saúde em que a criança está inserida”, observa. Ela explica que os materiais indicados para uso em instituições hospitalares são os que permitem a desinfecção entre os usos.

“No geral, a escolha dos brinquedos a serem usados em brinquedotecas hospitalares deve considerar: o risco de transmissão cruzada, o material do brinquedo e a sua possibilidade de limpeza e desinfecção”, ressalta a vice-presidente da Associação Brasileira de Brinquedoteca, Sirlândia Reis.
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