Governo do Distrito Federal
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30/08/16 às 19h51 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

Campanha Antirrábica na área rural do DF bate recorde de vacinação

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Expectativa é que cerca de 30 mil tenham sido vacinados

BRASÍLIA (30/08/16) – A vacinação antirrábica de cães e gatos nas áreas rurais do Distrito Federal, concluída no dia 27 de agosto, bateu todos os recordes de cobertura já registrados. Os números parciais – com mais 25 mil aplicações – superam as 24.800 doses até então anotadas, mas os técnicos da Secretaria de Saúde estimam que, com a consolidação das estatísticas, o alcance será de 28 a 30 mil animais vacinados.

“Para atingir esse desempenho houve uma grande mobilização da Vigilância Ambiental, que buscou parcerias com a Secretaria de Agricultura do DF, Emater, Unb e Faculdades de Medicina Veterinária, como Uniceub, Faciplac, Icesp, Upis e Unidesc, que nos apoiaram com a cessão de 550 profissionais, entre médicos veterinários, agrônomos, zootenistas, extensionistas e técnicos agropecuários”, relata Laurício Monteiro da Cruz, médico veterinário da Vigilância Ambiental em Saúde.

A superação foi também  proporcionada pela estratégia definida pela Secretaria de Saúde, que, ao lado do estabelecimento das parcerias, realizou uma intensa busca ativa de animais para vacinar, instalando postos volantes estrategicamente distribuídos na semana anterior ao 27 de agosto, “o dia D da vacinação”, conforme define Laurício Cruz. Ele acrescenta que “nessa data, foram disponibilizados 187 postos fixos, instalados em associações, cooperativas, escritórios da Emater e imóveis de referência na área rural, cedidos por particulares, formando uma extensa rede de apoio à campanha”.

DOENÇA – A raiva pode ser transmitida para o homem pela introdução do vírus presente na saliva e secreções do animal infectado, principalmente por meio de mordida. A doença tem 100% de letalidade. “Existem apenas seis casos de cura da raiva no mundo”, frisou Laurício Monteiro.

Os cães, gatos e os mamíferos silvestres, como morcegos e raposas, são considerados os animais de alto risco para transmissão do vírus da raiva humana.

ESTATÍSTICA – Estima-se que, anualmente, a rede pública de saúde do DF atenda 15 mil vítimas de agressão de animais domésticos, como cães e gatos. A orientação do veterinário da Vigilância Ambiental, Laurício Medeiros, é que a pessoa mordida lave imediatamente o ferimento com água e sabão em barra, procure o centro de saúde mais próximo e comunique ao Disque Saúde (160).

No caso do animal com suspeita de raiva ou infectado, ele deverá ficar em observação por dez dias, em local seguro, recebendo água e comida normalmente. Durante este período, verificar se apresenta algum sinal suspeito de raiva.

Em seres humanos, o tempo entre a infecção e o aparecimento da doença varia entre 7 e 10 dias. Entre os sintomas, estão convulsão, febre baixa, perda de função muscular, excitabilidade, agitação e ansiedade.