Governo do Distrito Federal
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18/06/21 às 17h35 - Atualizado em 18/06/21 às 17h46

Casos de dengue seguem em queda no Distrito Federal

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Até o momento, a redução foi de 78% em relação ao mesmo período do ano passado

 

LÍVIA DAVANZO, DA AGÊNCIA SAÚDE-DF

 

Em 2021, até a semana epidemiológica 22, o Distrito Federal registrou uma queda de 78% no número de casos prováveis de dengue, quando comparado ao mesmo período de 2020. O cenário é reflexo das ações de vigilância ambiental realizadas de forma contínua pela Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival).

 

Os dados foram divulgados no boletim epidemiológico semanal da Secretaria de Saúde. Segundo o diretor da Dival, José Carlos Natal, o trabalho acontece ao longo de todo o ano. “As ações são contínuas com vistas à diminuição da população de vetores compreendendo-se o fenômeno da sazonalidade e as especificidades de cada período”, explica.

 

No período da seca, por exemplo, são intensificadas as ações de educação em saúde, de retirada de inservíveis (objetos que não servem mais e podem ser reservatórios de água parada), manejo do lixo de forma preventiva e conscientização da corresponsabilidade de todos os envolvidos.

 

“As ações desenvolvidas no período interepidêmico (entre uma epidemia e outra) são de suma importância para a diminuição dos vetores na época em que a circulação viral é baixa no intuito de evitar o aumento de casos no período das chuvas”, destaca o diretor.

 

Agente de vigilância ambiental aplicando larvicida em prato de vaso de planta – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

Até o momento, foram notificados 8.446 casos prováveis de dengue. A Região de Saúde Norte apresentou o maior percentual de casos prováveis (41,1%) em relação ao total de casos do DF, seguida da região Leste (14,7%).

 

As Regiões Administrativas que mais registraram a doença foram: Planaltina (2.002 casos prováveis), Sobradinho (871), Ceilândia (807), Sobradinho II (571) e São Sebastião (491).

 

Mesmo com o cenário de queda de casos, é preciso manter as ações e o combate aos vetores. “Devemos lembrar que no âmbito das arboviroses ´todo dia é dia D´”, reforça José Natal. E pede que a população não descuide e continue com os cuidados dentro e fora de casa, buscando evitar água parada e a proliferação do mosquito.

 

Óbitos

 

Em 2021, até a semana epidemiológica 22, foram registrados cinco óbitos, sendo três residentes da Ceilândia e dois de Planaltina. No mesmo período do ano passado foram 35 óbitos.