Governo do Distrito Federal
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4/10/16 às 22h32 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

Ciclo de palestras valoriza a atenção aos idosos

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Evento com mais de 300 participantes divulga novos conceitos sobre envelhecimento

BRASÍLIA (4/10/16) – A inconcebível dor provocada pela perda da única filha – a inversão do curso natural das coisas – levou Terezinha Maranhão, hoje às vésperas de completar 80 anos, à depressão profunda e à falta absoluta de vontade de viver. Mas o caminho que parecia sem saída encontrou em um dos Centros de Convivência do Idoso (CCI) de Taguatinga a solução inesperada, cultivada na comunhão entre os frequentadores do espaço e suas histórias de superação, nas palestras motivacionais, em aulas de pintura, artesanato e no apoio psicológico que lhe devolveram o ânimo que julgara perdido.

A auxiliar de enfermagem aposentada é uma das mais de 300 pessoas idosas que compareceram ao workshop “O poder do amor no cuidado”, promovido pela Gerência Ciclos de Vida – Saúde do Idoso da Secretaria de Saúde do DF, em parceria com a Universidade Católica de Brasília, onde foram apresentadas palestras para “promover o respeito à pessoa idosa e ações de conscientização sobre os cuidados que todos devemos ter no decorrer do processo de amadurecimento, que já se inicia na fase da juventude”.

Na primeira palestra apresentada no evento, o psicólogo e especialista em gestão pública Alexandre Staerke Vieira de Rezende ressaltou o desafio presente na vida de todas as pessoas, “de aprender a cuidar de gente, tanto si quanto do outro”. Na exposição, ele destacou que os cuidados que adotamos durante toda a vida, não somente em relação à saúde física, mas na administração dos relacionamentos pessoais e sociais, farão uma grande diferença na fase idosa.

Na palestra seguinte, o escritor Fernando Aguzzoli relatou a experiência que desfrutou ao se dedicar integralmente à avó, diagnosticada com Alzheimer. O autor do livro “Quem, eu? Uma avó. Um neto. Uma lição de vida”, destacou a importância de dedicar atenção aos entes próximos quando eles mais precisam de nossa presença, “pois podemos recuperar nossas carreiras profissionais, nossos estudos a qualquer tempo, mas jamais recuperamos o tempo perdido com as pessoas próximas. E alerta: “só nos recuperamos dessas perdas quando participamos da vida dos que já se foram”.

No caso de Terezinha Maranhão, esse apoio é prestado pelos profissionais de saúde da SES, que oferecem serviços de atenção aos idosos com alcance crescente. São milhares de atendimentos domiciliares e em centros de convivência distribuídos em todo o Distrito Federal, com médicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais e diversas outras especialidades, que tem promovido verdadeiras reviravoltas na vida dos usuários.

“Quando comecei a frequentar o CCI não via solução para minha vida. Mas encontrei o apoio profissional e moral que precisava para me reerguer e hoje quero aprender muito mais. Vou voltar a estudar e já decidi prestar vestibular para matemática”, anima-se uma refeita Terezinha, o retrato perfeito dos conceitos difundidos pelos profissionais da saúde do idoso da SES/DF – uma renovada mentalidade que vê no processo de amadurecimento não a imagem antiga da velhice, mas apenas outra fase, aberta para incontáveis possibilidades.

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