Governo do Distrito Federal
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30/09/13 às 20h39 - Atualizado em 30/10/18 às 15h08

Começa aplicação da terceira dose da vacina contra HPV

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Meta da Saúde é imunizar 62.800 estudantes

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF) iniciou nessa segunda-feira (30) a última etapa da vacinação contra o Papiloma Vírus (HPV). Na primeira e segunda etapas foram imunizadas 58.582 estudantes da rede pública e particular de ensino do DF. A meta da SES é imunizar 62.813 estudantes, nascidas entre 2000 e 2002.

“Para garantir a efetividade da vacina é necessária a aplicação de três doses, com intervalo de 60 e 180 dias após a primeira dose. Na primeira dose, a cobertura vacinal atingiu 93,26% e na segunda 92,39%”, explica a gerente de Vigilância Epidemiológica e Imunização da Secretaria de Saúde, Cristina Segatto.

A terceira dose será aplicada até 1º de novembro. “Peço aos pais que fiquem atentos as datas agendadas nas escolas. Evitem que suas filhas faltem no dia da vacina e não se esqueçam de levar o cartão”, afirma Cristina Segatto, ao alertar sobre a importância da prevenção contra o HPV.

A especialista ressalta que todas as meninas que iniciaram o esquema de vacinação devem procurar a direção da escola para se orientar quanto à terceira dose. A vacina protege principalmente contra o câncer de colo do útero, uma doença grave, que somente em 2012 foi responsável pela morte de 90 mulheres no DF.

O sucesso da imunização, uma ação pioneira no país, conta com a parceria da Secretaria de Educação. Desde o dia 8 de março, profissionais da área de educação receberam capacitação e esclarecimentos sobre a campanha. Eles foram treinados por técnicos da SES para ajudar a orientar as famílias das estudantes sobre a importância da ação.

Para a subsecretária de Vigilância à Saúde, Marília Coelho, a introdução dessa nova vacina é um dos projetos mais importantes do Governo do DF, nos últimos tempos. “O custo beneficio será muito grande, pois vai evitar 70% dos casos de câncer de colo de útero e trazer uma economia brutal para o sistema de saúde”, diz, acrescentando que o tratamento da doença é um dos mais caros.

A doença
Os HPVs são vírus capazes de infectar a pele e as mucosas. A transmissão se dá por contato direto com o local infectado, sendo que a principal forma de transmissão é pela via sexual. Quando a infecção persiste, ela pode resultar no desenvolvimento de lesões precursoras, progredindo para o câncer, principalmente no colo do útero, mas também na vagina, vulva, ânus, pênis, orofaringe e boca.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), existem mais de 100 tipos diferentes de HPV, sendo que 40 deles podem infectar o trato ano-genital. Para evitar o surgimento do câncer de colo do útero é importante que as mulheres façam exames preventivos (Papanicolau ou Citopatológico), que podem detectar as lesões precursoras. Quando essas alterações que antecedem o câncer são identificadas e tratadas, é possível prevenir a doença em 100% dos casos.

As lesões clínicas se apresentam como verrugas ou lesões denominadas condilomas acuminados e popularmente chamadas “crista de galo”, “figueira” ou “cavalo de crista”. Têm aspecto de couve-flor e tamanho variável. Nas mulheres, podem aparecer no colo do útero, vagina, vulva, região pubiana, perineal, perianal e ânus. Em homens, podem surgir no pênis (normalmente na glande), bolsa escrotal, região pubiana, perianal e ânus. Essas lesões também podem aparecer na boca e na garganta, em ambos os sexos.

Frederico Prado