Governo do Distrito Federal
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1/06/21 às 12h43 - Atualizado em 1/06/21 às 18h52

Conheça as práticas integrativas oferecidas na rede pública de saúde do Distrito Federal

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São 17 práticas disponíveis, inclusive on-line; saiba onde e como buscar cada uma

 

LIVIA DAVANZO, DA AGÊNCIA SAÚDE DF

 

Abordar o indivíduo em sua multidimensionalidade – física, emocional, mental, social e espiritual – para promover, manter e recuperar a saúde. Esse é o intuito das chamadas Práticas Integrativas em Saúde (PIS). Atualmente, 17 práticas estão disponíveis na rede pública de saúde do Distrito Federal (veja a lista abaixo).

 

De acordo com o gerente de Práticas Integrativas em Saúde da SES/DF, Cristian Silva, grande parte delas é oferecida nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), policlínicas, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), hospitais e demais unidades. Ele alerta ainda que as atividades coletivas estão suspensas devido à pandemia para evitar aglomeração e circulação de pessoas. Porém, ressalta que os atendimentos individuais estão mantidos e podem ser agendados nas unidades de saúde.

 

Veja aqui a lista das atividades oferecidas nas unidades e informe-se sobre disponibilidade e agendamento.

 

Conheça as práticas integrativas oferecidas na rede pública de saúde do Distrito Federal – Arte: Érick Alves

 

Outra forma de atender à população é por meio de atividades on-line. Estão disponíveis nessa modalidade a técnica de redução de estresse (T.R.E), a laya yoga, a terapia comunitária integrativa, a meditação e a automassagem. Para participar, siga as instruções disponibilizadas no site. Para que tiver interesse em automassagem, pode acessar aqui e entrar no grupo da prática.

 

A Secretaria de Saúde também preparou uma série de vídeos, a #PratiqueSaúdeEmCasa com diferentes práticas que podem ser realizadas de onde a pessoa estiver. Escalda-pés, shantala, automassagem, tai chi chuan, T.R.E são algumas das PIS oferecidas na série. “Essas atividades on-line têm tido grande adesão e um resultado fantástico. São técnicas acessíveis e que as pessoas conseguem fazer de casa”, conta Cristian.

 

Acupuntura e homeopatia

 

Essas são práticas reguladas, ou seja, o encaminhamento é feito a partir de uma UBS. “A pessoa deve procurar a unidade básica de saúde de sua localidade para realizar a consulta. Após avaliação da equipe de saúde, caso ocorra o encaminhamento para acupuntura e/ou homeopatia, a pessoa será regulada para o especialista. Esse atendimento foi reduzido em alguns locais em função da retaguarda para atendimento Covid, mas conseguimos atender grande parte das demandas”, explica a coordenadora de Atenção Secundária e Integração de Serviços da Secretaria de Saúde, Lauanda Amorim.

 

Abordagem integral

 

Segundo Cristian, as práticas integrativas auxiliam na prevenção e na recuperação de doenças, adotando uma abordagem integral. “Muitas vezes, quando expressamos um incômodo, uma dor, um desconforto ou mesmo um problema conhecido de saúde, usualmente tratamos a saúde como um todo”, explica.

 

As PIS olham para a pessoa na sua integralidade considerando os seus aspectos biopsicossocial e espiritual. “E desenvolvem ações no sentido de equilibrar todas as matizes humanas de forma também a reorientar hábitos e práticas salutares que promovem uma condição de um corpo mais saudável, uma mente mais equilibrada e relações mais saudáveis”, destaca o gerente.

 

Autocuidado

 

Além do olhar integral para o ser humano, outro ponto que as práticas integrativas buscam é desenvolver a consciência para o autocuidado. A ideia é que a pessoa se torne o próprio agente promotor da sua saúde.

 

Todas as técnicas são ofertadas por profissionais especializados que ajudam nesse processo de conscientização para uma vida mais saudável. “A proposta é que cada pessoa desenvolva os recursos naturais de autocura e de autocuidado em uma lógica que chamamos de salutogenia, ou seja, de viver com saúde antes mesmo do adoecimento”, indica Cristian.