Governo do Distrito Federal
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21/05/14 às 19h57 - Atualizado em 30/10/18 às 15h11

Copa do Mundo inspira o futebol entre servidores do Hospital São Vicente

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Comissão de Esporte mantém treinos e garante títulos ao time

O Hospital São Vicente de Paula (HSVP) acaba de completar 38 anos. Tempo suficiente para se tornar referência no DF e Entorno no tratamento e acompanhamento de pessoas adultas, portadoras de transtornos mentais. Para encarar essa responsabilidade com mais tranquilidade, a Comissão de Esporte da unidade criou uma atividade para estimular o convívio entre os 370 servidores nas horas vagas: o futebol.

O HSVP oferece acolhimento médico psiquiátrico ambulatorial, emergencial e de internação. Também dispõe dos serviços de nutrição, fisioterapia, terapia ocupacional, serviço social e psicologia. Um grupo também acompanha os pacientes pós-internação e na dispensa de medicamentos. São em média 2.700 atendimentos por mês.

Com tantas atividades, o HSVP criou uma alternativa de interação e descontração entre os servidores através do futebol. “Toda quarta-feira, depois do expediente, e sábado pela manhã, alguns funcionários e outros convidados da comunidade, jogam no campo de futebol society”, informou José de Ribamar Muniz, membro da Comissão de Esporte do HSVP.

A Comissão de Esporte é composta por quatro funcionários que tentam manter a periodicidade dos treinos. O que era para ser uma brincadeira criou identidade profissional. “O time assina o nome de “Hospital São Vicente de Paula”, tem uniforme e participa de campeonatos no Clube da Saúde. Já ganhamos alguns títulos, mas o mais recente foi o vice-campeonato no ano passado”, explicou Muniz.

Em clima de Copa

O futebol faz parte também das atividades da Terapia Ocupacional dos pacientes do HSVP. Como é uma recreação que depende de esforço físico, os internos nem sempre estão dispostos a correr atrás da bola. Para não perder o clima, o tema “futebol” foi inserido em outras tarefas desempenhadas por eles. “Aproveitamos o momento da Copa do Mundo para sugerirmos a elaboração de artesanato, festas e atividades expressivas com o tema”, revelou a terapeuta Ocupacional do HSVP, Letícia Chilon.

A terapeuta ainda afirma que, apesar de o futebol ser uma “paixão nacional”, o que realmente mexe com seus pacientes é a música. “Nem sempre eles querem jogar futebol, o que eles gostam mesmo é do karaokê. Pelo menos uma vez por semana reunimos cerca de 30 internos para brincar e cantar. Eles não perdem por nada”, finalizou.

Por Luana Lemes, da Agência Saúde DF

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