Governo do Distrito Federal
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29/04/15 às 10h37 - Atualizado em 30/10/18 às 15h12

Dengue grave é tema de capacitação para médicos e enfermeiros

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Discussão sobre o diagnóstico da doença orientou o encontro

BRASÍLIA (29/4/15) – A Subsecretaria de Vigilância à Saúde promoveu uma capacitação para médicos e enfermeiros do DF, tanto da rede pública, quanto privada, sobre o diagnóstico e manejo de dengue grave. O evento ocorreu na tarde da última terça-feira (28), no auditório do Laboratório Central do DF (Lacen).

O objetivo foi capacitar os profissionais para reconhecimento e atendimento nos casos de dengue grave e para que possam atuar como referência em suas unidades de saúde para apoio de diagnóstico, tornando a detecção desses casos mais simplificada e assim tendo a chance de reduzir a quantidade de complicações e óbitos pela doença.

“Uma das características das epidemias de dengue no Brasil nos últimos anos tem sido o grande aumento do número de óbitos. Quando observamos o quaro da dengue percebemos que o crescimento do número de óbitos no Brasil pode ser evitado, desde que a rede de assistência à saúde esteja treinada, capacitada e sensibilizada para detectar os sinais de agravamento. Então este é o objetivo deste treinamento, criar pessoas de referências, que sejam multiplicadoras dentro das unidades de saúde em que atuam para identificar os sinais de gravidade e tratar esses pacientes no tempo adequado para evitar que seu quadro complique”, destacou o chefe do Núcleo de Controle de Endemias, Dalcy Albuquerque Filho.

Para a gerente do Centro de Saúde nº 01 do Gama, Fabiana Santos, que participou da capacitação, este evento foi de grande importância. “Trabalho no centro de saúde do Gama, uma das cidades do DF com maior número de casos, então pra mim, como multiplicadora, este curso é muito importante. Quanto mais orientados estiverem os profissionais, melhor será para o paciente. Não podemos deixar nenhum caso passar batido. Temos que estar atentos às orientações, aos protocolos, para que possamos saber diagnosticar com clareza os casos”, disse Fabiana.

O Dr. Daniel Salomão é clínico geral de uma Unidade Hospitalar da rede privada e viu neste curso uma oportunidade para aprimoramento, já que lida diretamente com pacientes com suspeita de dengue. “Nós, profissionais da saúde, precisamos sempre estar atualizados. Esta capacitação vem para que possamos aprimorar nossa conduta clínica no diagnóstico desses casos e para que possamos melhorar nosso atendimento. Esta iniciativa estimula os profissionais e acho que poderia ocorrer até mais vezes”, avaliou Salomão.

DADOS NO DF
O último informe epidemiológico da dengue mostra que no DF, de 1º de janeiro até 27 de abril deste ano, foram registrados 2.899 casos de dengue. No mesmo período do ano passado foram 4.318 casos. Uma redução de 32,86%. O número de óbitos neste mesmo período foi de quatro em 2015 e seis em 2014.