Governo do Distrito Federal
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22/04/15 às 21h25 - Atualizado em 30/10/18 às 15h12

DF está em alerta contra a Dengue e Chikungunya

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Amostragem divulgada pela Saúde indica a quantidade de infestação por cidades

BRASÍLIA (22/4/15) – A Secretaria de Saúde apresentou nesta quarta-feira (22) o 2º Levantamento Rápido de Índice para o Aedes aegypti (LIRAa) de 2015. O estudo, feito pela Subsecretaria de Vigilância à Saúde entre 23 e 27 de março deste ano, é uma metodologia que permite mapear, por meio do Índice de Infestação Predial (IIP), a quantidade de residências com focos das larvas do mosquito transmissor da Dengue e Chikungunya.

O índice geral de infestação predial do DF foi de 1,69%, classificado como alerta, e teve como depósitos predominantes vasos e frascos com água, bebedouros, depósito de obras, cisternas, captação de água (poço, cacimba), caixa d'água, latas de lixo e entulhos.

O IIP é uma relação entre o total de imóveis positivos para as larvas do mosquito e o número de imóveis inspecionados, por localidade. A classificação do IIP é dividida entre satisfatória, índice menor que 1%; alerta, índice entre 1 e 3,9 %, e risco de surto, maior que 3,9%.

Das 31 cidades pesquisadas, nove apresentaram IIP satisfatório (29%), 20 apresentaram IIP de alerta (64,5%) e duas apresentaram IIP de risco (6,5%). Recanto das Emas, Vila Planalto, Sobradinho, Park Way, Gama e Candangolândia apresentaram estratos (quarteirões) com índice de risco de surto. “As localidades que estão com índice de surto não necessariamente terão surto de casos também, pois as ações estão sendo feitas de forma estratégica para essas regiões para evitar a circulação do vírus e eliminar os vetores”, explicou o subsecretário da Vigilância à Saúde do DF, José Carlos Valença.

Com este levantamento é possível sensibilizar e direcionar o olhar da população para os problemas identificados nas regiões. Os resultados do índice permitem também aos gestores a avaliação das atividades já desenvolvidas no local e o redirecionamento das ações de controle.

A metodologia utilizada para a realização do LIRAa é preconizada pelo Ministério da Saúde. As cidades que possuem mais de 12 mil imóveis são divididas em quarteirões, denominados estratos. A amostragem é feita por sorteios de cada quarteirão e a inspeção é realizada em 20% destes imóveis. Dessa forma a pesquisa contempla também os pequenos bairros.

PROCEDIMENTO – Durante o levantamento, os agentes de Vigilância Ambiental em Saúde realizam inspeção, através de visita domiciliar, identificam focos e coletam as larvas para identificação em laboratório. Os depósitos com presença de larvas são removidos, destruídos ou tratados e contabilizados ao término da atividade. Os resultados gerados pela atividade são utilizados para definição da programação das ações de controle vetorial, educação e manejo ambiental.

“O LIRAa permite, de uma forma rápida, identificarmos a situação das larvas em cada localidade. Isso garante que as ações de mobilização ocorram com mais eficácia nessas regiões. Cabe ressaltar que o fato da localidade estar em situação satisfatória não significa que a população não deve ficar atenta aos cuidados de prevenção. A mudança de índice satisfatório para risco de surto é muito rápida”, destacou Valença.

ATUAÇÃO – Para eliminar o risco de transmissão e manutenção do ciclo da doença nas localidades classificadas como de alerta e risco, as ações de controle são intensificadas pela Vigilância Ambiental, força-tarefa e os Grupos Executivos de Prevenção (GEPLANDengue). Além de priorizar o manejo ambiental, com eliminação de criadouros, é realizado tratamento focal em situações em que os depósitos do mosquito sejam de difícil remoção.

No combate à doença, o DF conta ainda com a ajuda do Exército, do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil. “A pedido do governador do DF estamos desde março ajudando a Secretaria de Saúde com ações de combate. Cem soldados do Exército foram capacitados. Semanalmente, recebemos da Subsecretaria de Vigilância à Saúde dados com as áreas de maior risco a serem visitadas. Em quase 50 dias de atuação mais de 14 mil imóveis já foram visitados pelo Exército e estamos percebendo que a população está se conscientizando mais”, frisou o oficial de Comunicação Social do Comando Militar do Planalto, major Morgero.

PREVENÇÃO – Como o ciclo de vida do vetor depende da existência de depósitos, sua eliminação é determinante para evitar o risco de transmissão da doença. Com a chuva, os locais expostos nas residências passam a ter água disponível para a postura dos ovos do mosquito vetor e seu desenvolvimento. Por isso, os cidadãos devem concentrar esforços para eliminar qualquer tipo de material que sirva de criadouro. Semanalmente, devem recolher sucatas, remover materiais que não são mais utilizados e fazer o descarte adequado.

Veja aqui o documento completo do LIRAa.