Governo do Distrito Federal
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24/02/15 às 8h56 - Atualizado em 30/10/18 às 15h11

DF terá programa de rastreamento de câncer colorretal inédito no país

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Lançamento será nesta terça-feira (24), no Gama

BRASÍLIA (24/2/15) – Será lançado no Gama, nesta terça-feira (24), às 15h, o Programa de Rastreamento do Câncer Colorretal, projeto pioneiro e inédito no Sistema Único de Saúde do Brasil, que visa detectar a doença antes que ela esteja em estágio de difícil cura.

A Secretaria de Saúde convocou toda a atenção primária de saúde do Gama, como agentes comunitários de saúde e chefes de equipe de saúde da família, para participar do evento. São esperadas 100 pessoas. “Vamos apresentar o programa e fazer com que os profissionais se familiarizem com o teste que será oferecido à população”, observa Maria Cristina Scandiuzzi, do Escritório de Projetos Estratégicos da secretaria.

A proposta do programa de rastreamento é realizar o teste de sangue oculto nas fezes em toda a população do Gama com idade entre 50 e 75 anos, um total de 25 mil pessoas. “Inicialmente atingiremos 2,5 mil pessoas e até o final do ano pretendemos ter feito o exame no público alvo total”, destaca Maria Cristina. Serão entregues kits de coleta e o próprio morador fará o teste, em casa, e levará a amostra para um posto de saúde. Segundo a médica, em 48 horas será possível obter o resultado.

“A ideia é que a gente descubra lesões que antecedem ao câncer em pessoas assintomáticas e assim possamos tratar com antecedência. Se for identificada alguma lesão, encaminhamos para fazer a colonoscopia, que é um exame mais detalhado”, explica Maria Cristina. Ela destaca que este paciente não ficará em fila comum para o exame. “Ele será colocado em uma segunda fila, para fazer o exame no Hospital de Base, que tem um aparelho bem moderno e médicos altamente qualificados”, completa.

A intenção da Secretaria de Saúde é levar o programa de rastreamento para todas as regionais de saúde da capital federal. “Começamos pelo Gama por que é a região onde tem maior cobertura primária do DF”, explica a médica do Escritório de Projetos Estratégicos.

DOENÇA- O câncer colorretal é a segunda maior causa de morte pela doença no país, ficando atrás do câncer de mama em mulheres e de pulmão nos homens. Esse é um dos fatores que levaram a Secretaria de Saúde a lançar um programa de rastreamento para a doença. Além disso, segundo Maria Cristina Scandiuzzi, o câncer colorretal é de fácil rastreamento, pois demora 10 anos para se desenvolver.

A faixa etária de risco é a partir dos 50 anos de idade. Mas isso não quer dizer que pessoas mais jovens desenvolvam a doença. “Quando aparece em pessoas mais novas, normalmente, há casos na família”, finaliza Maria Cristina.