Governo do Distrito Federal
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7/03/17 às 16h16 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

Infecções respiratórias aumentam com o fim do verão

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As crianças são mais sensíveis a estas doenças no outono e inverno

BRASÍLIA (7/3/17) – Com o aumento da incidência de doenças respiratórias em crianças nesta época do ano, os pais devem redobrar os cuidados. A orientação é do pediatra Cláudio Lima Junior, que esclarece que a principal causa do problema é o aumento da circulação de vírus no período do outono e no início do inverno.

“As infecções das vias aéreas causadas por vírus são altamente incidentes em crianças. A Organização Mundial de Saúde aponta que em torno de 70% dos atendimentos em Pediatria, nessa época, são em decorrência dessas infecções” explicou.

Segundo ele, um dos principais agentes é o vírus sincicial respiratório, que causa principalmente a bronquiolite, com pico de incidência nos seis primeiros meses de vida. No Distrito Federal, ele segue um padrão de sazonalidade característico que compreende os meses de março a julho.

Além da chamada bronquiolite, são frequentes também as crises de asma, resfriado comum, rinite e gripe. “Em geral, os pais levam a criança para a consulta devido a febre por poucos dias, associada com tosse, obstrução nasal, perda do apetite, espirros e coriza. Essa sintomatologia é o principal motivo de consultas nos serviços de pronto atendimento em crianças até os 5 anos de idade. A maior parte dos sintomas desaparece em 7 a 10 dias”, informou.

PREVENÇÃO – O médico explica que a melhor prevenção consiste na lavagem das mãos, pois evita a disseminação do vírus. “É muito importante também limitar o contato com as pessoas que estejam com sintomas respiratórios como tosse, coriza, espirros e congestão nasal. Além disso, é fundamental evitar a exposição passiva ao fumo dos pais e familiares”, completou.

Também devem ser evitados lugares fechados com a aglomeração de pessoas, como creches, supermercados, shopping center, igrejas e bancos. “Além disso, manter o calendário de vacinação da criança sempre atualizado previne essas doenças”, finalizou.

CUIDADOS – Quando a criança estiver doente é importante oferecer bastante líquido (água e sucos naturais), manter o repouso no período febril, fazer a higiene e desobstrução nasal com solução salina (soro fisiológico 0,9%) e utilizar antitérmicos quando a temperatura corporal ultrapassar 37,5ºC.

A mãe ou familiares devem levar a criança para uma avaliação de um profissional de saúde, o mais rápido possível, se houver persistência da febre por 72 horas ou mais, se a criança não consegue ingerir líquidos, vomita tudo o que ingere, ficar sem urinar por mais de seis horas, tem cansaço respiratório (respiração rápida e ofegante) ou chiado no peito, apresenta convulsões, fica prostrada ou com sonolência excessiva.

As crianças podem ser atendidas pelo profissional de enfermagem ou pelo médico numa unidade básica de saúde próxima da residência, como clínicas da família ou antigos centros de saúde.