Governo do Distrito Federal
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29/12/14 às 19h58 - Atualizado em 30/10/18 às 15h11

Doenças crônicas atingem 33% da população adulta do DF

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Hipertensão é a principal delas e afeta 405 mil pessoas com mais de 18 anos

 

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) atingem 33% da população adulta do Distrito Federal, segundo pesquisa do Ministério da Saúde. Esse número equivale a 688 mil pessoas, cuja maioria é constituída por mulheres, que representam 455,7 mil pessoas acima de 18 anos (40,5%) e os homens são 232,3 mil (25%).

A hipertensão é a principal DCNT e afeta 19,7% da população do DF com mais de 18 anos. O número equivale a 405 mil pessoas acima de 18 anos. A enfermidade é um importante fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, que estão entre as primeiras causas de morte no DF entre homens e mulheres.

De acordo com a coordenadora de Cardiologia da rede pública do Distrito Federal, Edna Marques, 95% dos diagnósticos de hipertensão tem caráter genético e, se não tratada pode causar infarto – a principal causa de morte no Brasil -, além de acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal.

“É essencial que o hipertenso tenha uma alimentação saudável, atividade física, tome a medicação e faça o acompanhamento periódico em qualquer centro de Saúde. Isso é que vai dizer se ele deve ou não seguir com a medicação ou deve haver mudança. Então, todos os anos temos a campanha 12 por 8 que, é permanente para conscientização do paciente”, explicou a cardiologista.

O colesterol alto é a segunda enfermidade crônica não transmissível do DF e afeta 253 mil moradores com mais de 18 anos, ou 12,3% da população adulta. O mal atinge 15,3% das mulheres do Distrito Federal e 8,7% dos homens.

Em terceiro no ranking das DCNTs do DF ficam os problemas crônicos de coluna, incluídos pela primeira vez na Pesquisa Nacional de Saúde e que acometem 241 mil adultos no DF. A cifra corresponde a 11,7% da população, sendo os problemas lombares os mais comuns. A prevalência também é maior entre as mulheres, atingindo 15,4% da população feminina, contra 7,3% dos homens.

Já a depressão, distúrbio afetivo que ocasiona queda do humor, atualmente atinge 128 mil adultos no DF ou 6,2% da população da capital – sendo 9,3% entre as mulheres e 2,5% nos homens.

A doença que atinge o humor é seguida pelo diabetes, que afeta 118 mil moradores do Distrito Federal, ou 5,8% da população adulta local. O mal apresenta uma série de complicações associadas como problemas de visão, insuficiência renal, aterosclerose entre outras. As mulheres, mais uma vez, apresentaram maior proporção da enfermidade do que os homens – 69 mil contra 49 mil habitantes.

Doenças Crônicas Não Transmissíveis

Com característica multifatorial, as doenças crônicas não transmissíveis, atualmente, são consideradas um sério problema de saúde pública, e já são responsáveis por 63% das mortes no mundo, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde.

As quatro DCNT de maior impacto mundial são as doenças cardiovasculares, diabetes, câncer e doenças respiratórias crônicas. Seguindo essa tendência mundial, no Brasil as DCNT são a causa de aproximadamente 74% das mortes (dados de 2012).

As doenças crônicas não transmissíveis são resultado de diversos fatores, determinantes sociais e condicionantes, além de fatores de risco modificáveis como tabagismo, consumo nocivo de álcool, inatividade física e alimentação não saudável

A pesquisa que foi realizada entre agosto de 2013 a fevereiro de 2014, tem como objetivo servir de base para que o Ministério da Saúde possa traçar suas políticas públicas para os próximos anos. Por isso, o MS lançou, em 2011, o Plano de Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis com metas e ações previstas até 2022.

Nesse contexto estão previstas a redução da mortalidade por DCNT em 25%, do consumo de sal em 30%, do tabaco em 30%, do álcool abusivo em 10%, da inatividade física em 10%, além do aumento da ingestão de frutas, legumes e verduras em 10% – com a expectativa de reduzir a hipertensão em 25% e frear o crescimento do diabetes e da obesidade.

O estudo classificou ainda a presença das doenças crônicas por região, mostrando a região Centro-Oeste na terceira posição com 4 milhões de pessoas (37,5%). O Sul e o Sudeste obtiveram os maiores índices – com 47,7% e 39,8%, respectivamente. Em números absolutos, isso significa 10,3 milhões de habitantes do Sul e 25,4 milhões do Sudeste. O Nordeste e o Norte, com 36,3% e 32% dos habitantes – sendo 14 milhões de nordestinos e 3,4 milhões dos que vivem na região Norte.

Em todas as regiões as mulheres tiveram maior prevalência quando comparadas aos homens. Isso ocorre pelo fato delas procurarem atendimento em saúde de forma espontânea com mais frequência do que os homens, facilitando assim o diagnóstico de alguma possível doença crônica.