Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
5/02/18 às 16h43 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Em época de chuvas, redobre os cuidados para evitar acidentes com escorpiões

COMPARTILHAR

Neste ano, até 1º de fevereiro, foram registradas 47 ocorrências com o aracnídeo

 

BRASÍLIA (5/2/2018) – Os cuidados para evitar acidentes com escorpiões precisam ser redobrados no período de chuvas, época em que eles mais aparecem nas residências para se abrigar das inundações de seus esconderijos. Nessa época, o risco de o aracnídeo entrar em contato com as pessoas aumenta porque, com o fluxo de água, eles vêm à superfície conduzidos pelas tubulações das redes de esgoto, telefone e elétrica.

 

Os escorpiões preferem espaços escuros e úmidos, por isso podem ficar alojados em peças de roupa, dentro de sapatos e rachaduras em paredes. Também costumam se abrigar em entulhos, quintais e materiais de construção, entre outros locais.

 

Dados parciais da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) da Secretaria de Saúde apontam a notificação de 909 acidentes com a picada do aracnídeo no ano passado. Em 2016, foram 851 registros. Do início deste ano até 1º de fevereiro ocorreram 47 incidentes com escorpiões no DF. Embora o número esteja abaixo da média mensal dos dois anos anteriores – cerca de 74 casos -, é necessário manter o alerta.

 

A região administrativa com maior número de acidentes em 2017 foi Planaltina, com 174 ocorrências, seguida por Taguatinga (108), Ceilândia (81), São Sebastião (74) e Paranoá (70). Neste ano, Planaltina segue à frente com 16 casos. Ceilândia (5), Santa Maria (4) e São Sebastião (4) vêm em seguida. Para reforçar a proteção das pessoas, a Secretaria de Saúde faz algumas recomendações.

 

“Deve-se criar barreiras de proteção na residência para impedir a entrada dos escorpiões. Colocar telas nos ralos e janelas, vedar portas, manter tomadas e luminárias bem encaixadas. Como os bichos ocupam caixas de esgoto, de eletricidade e da linha telefônica, o ideal é manter essas instalações em boas condições, livre de baratas”, informa o biólogo Israel Martins, da Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) da Secretaria de Saúde.

 

Além das barreiras, o biólogo pede um olhar especial em áreas como quintais e jardins. Caso tenham entulho, lixo e mato alto, serão ambientes propícios para os bichos. “Locais assim acabam criando esconderijos perfeitos para eles. Mesmo uma parede com rachaduras pode ter algum. Por isso o cuidado precisa ser redobrado.”

 

Outra medida importante é o controle de baratas, principal alimento dos aracnídeos. Para isso, Martins recomenda o uso de inseticidas sólidos, em gel ou pó, para matar os insetos. Os que são de pulverizar, segundo ele, irritam os escorpiões e provocam a evasão deles para a superfície, aumentando as chances de picada.

 

“Quando reduzimos a fonte de alimento, no caso a barata, isso prejudica o ambiente para o escorpião, deixando-o mais restrito. Isso faz a população diminuir naturalmente”, explica o biólogo.

 

foto baixa 2 escorpiao

 

RESISTÊNCIA – Israel Martins alerta ainda sobre a importância de as empresas de dedetização usarem diferentes tipos de inseticida nas residências. Isso é necessário para evitar que as baratas criem resistência aos produtos.

 

“As empresas de dedetização, muitas vezes, não fazem o controle desses inseticidas, desconsiderando a resistência das baratas. Quando se usa o mesmo inseticida por muito tempo, acaba se selecionando as mais resistentes, que passam a representar a maioria da população. É preciso ter um controle disso porque, caso contrário, apenas estarão sendo criadas ótimas condições para ter escorpiões”, comenta.

 

No DF, a espécie mais comum é a Tityus serrulatus, conhecida como escorpião-amarelo. Na área rural, a predominância é da Tityus fasciolatus, de patas rajadas, e do preto, Bothriurus araguayae.

 

ATENDIMENTO – Em caso de acidente, o cidadão pode acionar o Centro de Informações Toxicológicas (CIT), um serviço de atendimento telefônico 24 horas para orientações aos usuários vítimas de acidentes com animais peçonhentos, por meio dos números 99288 9358 ou 99221 9438.

 

Caso uma pessoa seja picada, o socorro deve ser feito no máximo em uma hora. O paciente deverá procurar atendimento emergencial em clínica médica nos hospitais da rede pública.

 

Confira a lista de unidades de saúde que prestam atendimento e outras informações sobre escorpiões no Distrito Federal.

 

A Diretoria de Vigilância Ambiental é responsável pela inspeção em residências e captura dos aracnídeos. Para acionar os serviços, basta ligar nos telefones 99287 6635 e 3344 8527.

 

Confira a galeria de fotos.

 

TEXTO: Leandro Cipriano, da Agência Saúde

 

Info 1