Governo do Distrito Federal
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25/11/19 às 18h14 - Atualizado em 25/11/19 às 18h15

Exposição no Hospital Dia mostra depoimentos de pessoas com HIV

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Iniciativa apresenta histórias de pacientes que aderiram ao tratamento

 

“A adesão ao tratamento me faz mais forte. Torna o vírus HIV indetectável e intransmissível no meu corpo”. O relato é um entre vários outros, de pessoas soropositivas, apresentados na exposição itinerante chamada de “Indetectáveis”, aberta ao público, no Hospital Dia, a partir desta segunda-feira (25).

 

Os cartazes com fotos espalhadas pela unidade de saúde mostram a história de pacientes que superaram os desafios do HIV, aderiram e deram continuidade ao tratamento antirretroviral e, com isso, reduziram o vírus a um nível indetectável no sangue – impedindo que transmitam a doença.

 

“O objetivo da exposição é mostrar que é possível alcançar essa questão indetectável e não transmitir o HIV. A ideia é sensibilizar sobre como o tratamento adequado é importante para manter a qualidade de vida”, explicou a gerente substituta de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) da Subsecretaria de Vigilância à Saúde, Carina Matos.

 

Esse patamar de indetectável foi atingido por R.V.S, 36 anos, com o tratamento que fez no Hospital Dia. Para isso, ela precisou enfrentar muitos desafios. Além de ser gestante de gêmeos na época em que foi diagnosticada, ficou três meses internada, em coma, depois do choque ao descobrir ser soropositiva. Devido à baixa imunidade, ainda contraiu tuberculose e também precisou fazer um transplante de córnea.

 

Traçar um paralelo entre a sua vida e as histórias apresentadas na exposição foi inevitável para ela. Mas superar as dificuldades e continuar com a medicação foi de extrema importância, lembra R.V.S. “Foi um dos meus maiores desafios. Mas fazer o tratamento foi a melhor coisa que fiz. Graças a Deus estou bem agora”, conta.

 

REDE – Ao visitar a exposição no Hospital Dia, o secretário de Saúde, Osnei Okumoto, lembrou que os exames que detectam o HIV são realizados periodicamente na rede pública, para o acompanhamento dos pacientes nessa condição.

 

“Além disso, o tratamento é fundamental para a manutenção da vida deles. A disponibilidade do medicamento e dos exames também é uma constante na nossa rede, para mantermos eles cada vez mais acolhidos pelas nossas equipes”, ressaltou Okumoto.

 

A exposição itinerante, promovida pelo Ministério da Saúde, continua no Hospital Dia até sexta-feira (29), durante a Semana Distrital de Ações de Prevenção ao HIV/aids e outras ISTs.

 

Leandro Cipriano, da Agência Saúde
Fotos: Breno Esaki/Saúde-DF