Governo do Distrito Federal
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4/05/16 às 12h16 - Atualizado em 30/10/18 às 15h14

Farmácia Viva distribuiu 22,2 mil fitoterápicos para a população em 2015

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Quantidade é resultado da produção de nove medicamentos extraídos de sete plantas medicinais

BRASÍLIA (2/5/16) – Entre chás, xaropes, tinturas, pomadas e gel, a linha de produção da Farmácia Viva da Secretaria de Saúde atingiu a distribuição de 22.252 fitoterápicos gratuitos para a população em 2015. Ao todo, são nove medicamentos extraídos de sete plantas medicinais que têm eficácia comprovada pela Anvisa. São elas o Alecrim Pimenta, Babosa, Erva Baleeira, Confrei, Boldo, Guaco e Funcho.

As indicações vão desde tratamentos antifúngicos até cicatrizantes e anti-inflamatórios. O mais procurado pela população é o xarope de guaco, um expectorante usado como auxiliar no tratamento de gripe, resfriado e infecções respiratórias que apresentam muco ou catarro. O item representou a maior parte da produção em 2015. Foram 16,9 mil frascos. Para quem é diabético e não pode consumir açúcar, a farmácia oferece como alternativa a tintura e o chá de guaco.

Também estão na lista na Farmácia Viva a tintura de boldo para desconforto digestivo e de funcho para gases estomacais. Já o gel de alecrim pimenta é indicado para tratamento de infecções causadas por fungo e bactérias na pele. Para auxiliar na cicatrização de feridas, há a pomada ou gel de confrei e também o gel de babosa.

“Existem reações sim aos fitoterápicos, mas certamente bem menores do que as dos produtos sintéticos. No caso dos anti-inflamatórios produzidos na indústria e administrados via oral, o comprometimento é principalmente do fígado, estomago e rins. Como alternativa, temos o gel da erva baleeira, um anti-inflamatório tópico que trata inflamações locais, o que torna desnecessário a ingestão de compostos sintéticos”, explicou o chefe da Farmácia Viva, Nilton Luz Netto Junior.

Nilton também esclarece que os fitoterápicos são produzidos a partir de plantas estudadas cientificamente, que geralmente são conhecidas popularmente. “Por isso, outra vantagem de trabalhar com fitoterápicos é promover a aproximação da população ao seu conhecimento tradicional relacionado às plantas”, disse, ao alertar que o uso deve ser observado corretamente para evitar efeitos tóxicos.

PRODUÇÃO – As plantas são cultivadas de forma orgânica na própria Farmácia Viva e também nos terrenos do Complexo Penitenciário da Papuda e Centro Nacional de Recursos Genéticos, que são parceiros do projeto.

Após a colheita, as ervas são selecionadas, secadas em estufa e trituradas até se transformarem em pó. Com esse material, é feita a extração da tintura ou extrato com álcool. A exceção é para a babosa, que é utilizada de maneira fresca para produção do gel cicatrizante.

DISTRIBUIÇÃO – Os fitoterápicos são entregues mediante apresentação da receita médica. Os remédios podem ser obtidos 20 locais diferentes, em 12 regiões administrativas: Brazlândia, Gama, Taguatinga, Sobradinho e Núcleo Bandeirante, Guará, Samambaia, São Sebastião, Recanto das Emas, Riacho Fundo I e II, além da Candangolândia. Confira aqui os endereços.

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