Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
25/05/21 às 15h50 - Atualizado em 25/05/21 às 16h07

Fitoterápicos da Farmácia Viva são distribuídos em 22 unidades básicas de saúde

COMPARTILHAR

Retirada ocorre mediante apresentação de receita prescrita por profissional de saúde

 

ADRIANA SILVA, DA AGÊNCIA SAÚDE-DF

 

Os medicamentos fitoterápicos produzidos pelas duas unidades de Farmácia Viva são distribuídos em 22 unidades básicas de saúde (UBSs) e na farmácia do Instituto de Saúde Mental, localizadas em 15 regiões administrativas. Eles são produzidos através de plantas medicinais com ação terapêutica cultivadas nas próprias unidades localizadas no Riacho Fundo I e em Planaltina.

 

Na produção dos fitoterápicos, os princípios ativos são extraídos das raízes, sementes e folhas. As unidades da Farmácia Viva seguem os protocolos estabelecidos pelo Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e da resolução n° 886 de 20 de abril de 2010 onde diz que, as farmácias vivas deverão realizar as etapas de cultivo, coleta, processamento e armazenamento de plantas medicinais. Oriundos de horta ou horto oficial ou comunitário a serem dispensados no âmbito do SUS, não sendo permitida sua comercialização.

 

Isso quer dizer que todo medicamento produzido nas farmácias vivas através da extração de plantas deverão ser entregues nas unidades de saúde da região, sem nenhum custo para a população.

 

O uso dos medicamentos está condicionado à prescrição de um profissional de saúde. Desta forma, para retirá-los nas unidades de saúde é necessário apresentar duas vias da receita, documento de identificação com foto e cartão do SUS.

 

Saiba onde retirar o medicamento:

 

 

Produção de fitoterápicos

 

Na Farmácia Viva do Riacho Fundo I, são cultivadas várias espécies de plantas que são utilizadas na produção de medicamentos. Além de produzir, a unidade dispensa os produtos para 23 farmácias públicas. São cerca de 2,5 mil unidades de medicamentos por mês, de acordo com a demanda de cada unidade.

 

A unidade produz o xarope e a tintura de guaco – que pode ser utilizado por pacientes com diabetes por não conter açúcar em sua formulação, que serve como um expectorante -, a tintura de boldo, que serve para a má digestão, e a tintura de funcho que é indicado como antiespasmódico (contração involuntária dos músculos), entre outros.

 

Além dos medicamentos, a Farmácia Viva produz materiais didáticos sobre o uso correto de plantas medicinais e a cada semestre distribui mudas de plantas às UBSs cadastradas para a população atendida. Em 2020, foram distribuídas mudas das plantas ora-pro-nóbis e babosa. Nesse semestre, a ação começou com a distribuição de mudas da planta malvariço e, no próximo, será o funcho.

 

“A Farmácia Viva representa um modelo de saúde que aproxima a população aos seus valores tradicionais de uso de plantas medicinais. Para garantir a segurança e eficácia nesse processo, procuramos selecionar e cultivar plantas medicinais que pudessem ser transformadas em fitoterápicos, permitindo assim, incorporar os profissionais de saúde da atenção básica a prescrição nos cuidados em saúde da população”, explica Nilton Luz Netto Junior, farmacêutico e chefe do Núcleo de Farmácia Viva.

Leia também...