Governo do Distrito Federal
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22/02/20 às 10h02 - Atualizado em 27/02/20 às 15h41

Foliões devem ficar atentos com a hidratação no Carnaval

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Consumir água é o melhor remédio contra ressacas e também ajuda no tratamento da dengue

 

Para os foliões que vão pular o Carnaval, a hidratação não pode ficar de fora das comemorações. O consumo de água precisa ser um hábito constante ao longo da diversão, para a festa não acabar antes da hora.

 

E para os mais desavisados, é importante lembrar que a hidratação não acontece com qualquer líquido. Especialmente quando se trata das bebidas alcoólicas, que, nesse caso, mais prejudicam do que ajudam.

 

“Com a ingestão de bebida alcoólica, perdem-se mais líquidos do que se ganham. Logo, se por acaso for consumir álcool sem a devida atenção, sem ingerir água e outros líquidos, ocorrerá a desidratação e, assim, a festa acabará mais cedo para os foliões”, alertou o especialista Referência Técnica Distrital (RTD) em Clínica Médica, Fernando Moreira.

 

A ingestão de bebida alcoólica aumenta a diurese, ou seja, a produção de urina pelo rim. Quando ela estiver em tom amarelo escuro, com pouco volume, já é um forte indício de que é preciso se hidratar. No final, essa perda de líquidos pelo corpo leva à desidratação. Em excesso, vem a temida ressaca.

 

“Por isso, para quem for curtir o Carnaval, recomenda-se levar sempre uma garrafa de água, ou algum líquido isotônico. Água de coco e sucos naturais sem açúcar também ajudam. Mas sem sombra de dúvidas, a água é o elemento mais importante de se ingerir, porque com ela a pessoa tem a certeza que a hidratação está ocorrendo”, pontuou o especialista.

 

Ainda segundo ele, o recomendado é tomar dois litros de água por dia, no mínimo. “Agora, se vai pular Carnaval, fazer exercícios físicos e não há nenhum tipo de contraindicação médica quanto ao consumo de líquidos, deve-se ingerir a maior quantidade possível de água, principalmente se for no verão. A hidratação precisa se tornar um hábito, porque é um cuidado com a saúde”, afirmou Fernando Moreira.

 

DENGUE – Além dos males da desidratação, o consumo constante de água também é um forte aliado contra a dengue. “A única e principal conduta para diminuir as complicações em caso de dengue, e prevenir situações mais graves é ter em mente que a hidratação é a nossa melhor ferramenta”, garantiu o RTD.

 

Devido ao processo inflamatório causado pela doença, os vasos sanguíneos tornam-se mais permeáveis, o que faz com que os líquidos funcionais estravassem mais pelo corpo. Essa perda de fluidos causa a desidratação e, nos casos alarmantes, pode levar até a óbito. “Os casos mais graves são mais raros, e a única conduta para prevenir é hidratar”, alertou Moreira.

 

Sabe-se que o paciente bem hidratado, mesmo antes do adoecimento, tem menos complicações justamente porque não está desidratado. “Daí a importância de lembrar da hidratação, tanto no Carnaval como no dia a dia. Transformá-la em hábito é essencial para prevenir as complicações, independentemente do adoecimento”, ressaltou o especialista.

 

ATENDIMENTO – Em caso de adoecimento e suspeita de dengue, a pessoa pode procurar a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima de sua residência. Se for fora do horário de expediente, é possível ainda ir a uma das 19 UBS do tipo II que atendem até as 22h.

 

Além disso, também podem procurar as tendas localizadas em frente aos hospitais públicos e Unidades de Pronto Atendimento (Upas). Lembrando que a primeira opção deve ser as UBS mais próximas das residências.

 

“Na dengue clássica, sem sinais de complicação, será prescrita a hidratação oral com soro e outros líquidos, e remédios sintomáticos, como paracetamol ou dipirona, e remédio para náusea e/ou vômitos, além de um antialérgico, caso precise. Mas dessas condutas a única que muda o curso da doença é a hidratação”, destacou o RTD em Clínica Médica.

 

É importante ressaltar que, quando há suspeita ou adoecimento de dengue, o paciente não pode utilizar a substância ácido acetilsalicílico (AAS), porque ela aumenta o risco de sangramentos, principalmente os gastrointestinais.

 

Leandro Cipriano, da Agência Saúde

Foto: Breno Esaki/Saúde-DF