Governo do Distrito Federal
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10/06/14 às 14h33 - Atualizado em 30/10/18 às 15h11

Golpe “Boa Noite Cinderela” pode ser evitado

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Prevenção de casos de violência sexual durante Copa do Mundo

 

A Secretaria de Saúde (SES/DF) alerta para o golpe “Boa Noite Cinderela” durante as comemorações da Copa do Mundo. Em 2013, durante o período de carnaval, por exemplo, foram notificados 75 casos de violência sexual. É comum o golpe acontecer com mulheres, mas homens também estão sujeitos ao perigo.

A coordenadora do Programa Violeta, que atende vítimas de violência no Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), Elizabeth Maulaz, alerta a população que vai participar das festas durante a Copa, como a Fifa Fan Fest, a não aceitar bebidas ou comida de estranhos, ficar atenta aos copos em que estiver bebendo e sempre andar acompanhada com alguém de confiança. “As pessoas nunca acham que isso pode acontecer com elas, mas é importante estarem atentas para não cair no golpe”, comenta.

De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, no Brasil a cada hora, seis pessoas são vítimas de estupro. Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação da SES-DF (Sinan) informam que durante o ano passado foram notificados 962 casos de estupro no DF.

Elizabeth Maulaz explica que em caso de estupro a pessoa deve se dirigir o mais rápido possível ao pronto-socorro de algum hospital da rede pública de saúde para receber os medicamentos que previnem Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), Aids e gravidez decorrente de estupro. “Quanto mais rápido a pessoa for atendida mais eficaz será o tratamento contra as doenças e uma possível gravidez”, conclui.

Saiba mais:

O golpe “Boa Noite Cinderela” pode se referir a um crime que consiste em drogar uma vítima para roubá-la ou estuprá-la. Em comum, essas drogas apresentam um efeito depressor sobre o sistema nervoso central, principalmente quando combinadas com o álcool. O efeito pode durar horas e causar risco de morte por parada cardiorrespiratória ou outros efeitos de intoxicação.

Ana Luiza Greca e Ludmila Mendonça, da Agência Saúde DF
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