Governo do Distrito Federal
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15/02/13 às 18h06 - Atualizado em 30/10/18 às 14h57

HBDF registra aumento de 50% em atendimento ambulatorial

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Informatização torna atendimento mais rápido


As mudanças implantadas no ambulatório do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), nos últimos dois anos, resultaram em um aumento significativo em número e qualidade de atendimento aos usuários. Cerca de mil pacientes passavam por dia no Setor e hoje são realizados cerca de 1.500 procedimentos, o que representa aumento de aproximadamente 50 por cento. “Só não conseguimos aumentar mais esse volume porque ainda falta a conscientização de que o HBDF é de alta complexidade e não atendemos sem encaminhamento de uma regional”, disse a enfermeira gerente do Ambulatório, Ana Aline Freitas.

Nos 117 consultórios do HBDF, 381 médicos trabalham em 36 especialidades médicas. Hoje, cada profissional especializado tem à sua disposição um equipamento de informática ligado ao Sistema de Regulação da Secretaria de Saúde do DF (SES) e Ministério da Saúde (MS). “O paciente, orientado, poderá sair com o retorno agendado. O médico, segundo a nova metodologia, é o agente principal do processo, porque o sistema operacional obedece à escala funcional dele. Trata-se uma regulação democrática e eficiente, assistida pelos principais gerentes do HBDF e da SES, sem possibilidade de privilegiar usuários – como acontecia antes dessa transparência e controle. Quem tem acesso para mudar ou acrescentar é a Central de Marcação, que fica na Gerência de Controle e Avaliação – GRCA”, ensinou a gerente da GRCA, Cristiane Márcia Marinho dos Santos.

O diretor-geral do HBDF, Julival Fagundes Ribeiro, esclarece que a maior demanda no ambulatório é de pessoas de fora de Brasília. “Elas vêm do Entorno, de cidades dos estados de Minas Gerais, Goiás, Tocantins e Bahia. Essa demanda se estende minoritariamente a outros estados da região Norte, Nordeste, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Atendemos todos, em especial aos casos de câncer – que é a nossa prioridade. E essa demanda gigantesca, resultado da soma de pacientes do DF com os de fora, sufoca todo o sistema de saúde local. O paciente do Base precisa ser avaliado duas vezes: uma na regional mais próxima de sua residência, e outra pelo médico daqui, quando o usuário é encaminhado para uma das especialidades de alta complexidade atendidas no HBDF”, disse Julival.

As filas que se veem eventualmente no ambulatório se justificam não só pelo número gigantesco de doentes. O problema da demanda é agravado pela má informação de muitos. “Tem gente que vem para cá e quer ser atendido. Não é assim que funciona um hospital de alta complexidade. Consultas rotineiras ou de pouco risco ao paciente são realizadas em hospitais regionais, nas UPAS, centros de saúde e pelas equipes de saúde da família. E as pessoas não entendem isso. Permanecem nas filas, mesmo depois de orientadas por um profissional do HBDF. Parece que só acreditam na informação se ela for prestada por um servidor no guichê de marcação. É necessário que fique claro à população que só atendemos com encaminhamento, emitido por um médico da Rede Pública de Saúde do Distrito Federal. E esse encaminhamento deve ser feito pela própria Regional e não é preciso o paciente vir até o HBDF marcar. Ele deve ir até a sua regional para lá ser agendada a sua consulta de primeira vez”, disse Ana Aline.

Consultas e exames regulados por meio do Sistema de Regulação do Ministério da Saúde, o SISREG, podem ser cadastrados em qualquer regional da SES. “A população pensa que tudo é mais rápido no HBDF. Isso é um mito. O médico regulador é quem decide isso. O paciente gasta com passagem e tempo porque está mal informado. As especialidades de oftalmologia e cardiologia, por exemplo, são reguladas pelo SISREG. Os exames de imagem, como ressonância magnética, tomografia computadorizada e mamografia também podem ser marcados em qualquer Hospital Regional ou Unidade Básica de Saúde do DF, tendo uma solicitação de atendimento médico”, disse a chefe do Núcleo de Marcação e Matrícula de Pacientes – NUMPA, Maria Trindade Magalhães.

A Secretaria de Saúde tem descentralizado o serviço de atendimento para facilitar as marcações. “O secretário Rafael Barbosa quer atendimento de qualidade perto de casa do paciente. Isso evita deslocamentos desnecessários e otimiza a utilização dos serviços nas regionais”, encerrou Julival.

José Roberto Bueno