Governo do Distrito Federal
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18/05/16 às 19h50 - Atualizado em 30/10/18 às 15h15

HMIB alerta pacientes sobre o abuso e a exploração sexual

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Métodos lúdicos foram usados para sensibilizar pais e crianças

BRASÍLIA 19/05/16 – A equipe do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) realizou, nesta quarta-feira (18), ação de sensibilização com servidores e pacientes para marcar o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

A Emergência Pediátrica do hospital, que chega a atender 700 crianças por dia, nos picos sazonais, recebeu os voluntários da Associação Viva e Deixe Viver para uma tarde de contação de histórias. A Associação, em conjunto com a equipe do Programa de Combate a Violência do hospital, PAV Violeta, separou livros específicos que ajudam a abordar o tema de forma lúdica e leve.

“As histórias foram especificamente escolhidas para ensinar as famílias e as crianças a reconhecerem os sinais de abuso. Abordar um assunto tabu de forma lúdica ajuda as crianças a desenvolverem vocabulário e formas de expressar esse assunto”, relata a Coordenadora da Associação, Adriana Dias.
O Programa em 2015 atendeu 1.500 casos e em sua maioria crianças. A equipe conta com psicólogos, psiquiatras, enfermeiros e assistentes sociais que trabalham no acompanhamento biopsicosocial e na prevenção da violência em crianças, adolescentes, mulheres e idosos.

Segundo a chefe do Núcleo de Pesquisa, Assistência e Vigilância da Violência (NUPAV) da Região Centro-Sul, Fernanda Schieber, com a ampliação da rede de apoio foi possível aumentar o acesso da população aos programas. A Secretaria de Saúde do DF conta com programas como o Violeta em todas as regionais de saúde. Para ela essa facilidade em acessar os serviços gerou mais confiança da população na estrutura que o Estado oferece em relação ao combate à violência, o que tem impactado positivamente.

Desde a criação do programa, observou-se de forma geral uma maior conscientização da população em relação aos sinais do abuso, o que gerou um aumento das denúncias de suspeita desse tipo de caso.

“Antigamente a população não sabia quem procurar e tinha medo de denunciar os casos suspeitos. Esperava-se muito tempo para se ter a prova que confirmasse o abuso o que acabava sendo muito prejudicial”. concluiu Fernanda

Para denunciar :
•Disque 100 (ligação gratuita)
•SOS Idoso e Criança – 3346-1407
•Delegacia Especial de Proteção à Criança e ao Adolescente – 3361-1049
•Delegacia de atendimento à Mulher – 3244-9566/3244-340