Governo do Distrito Federal
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4/07/16 às 17h54 - Atualizado em 30/10/18 às 15h15

Hospital de Base é referência em diagnóstico de leucemia

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Laboratório de Biologia Molecular da Unidade já atendeu 500 pacientes de várias regiões do país

BRASÍLIA (1/07/16) – O Hospital de Base tornou-se referência no diagnóstico da leucemia, inclusive dos casos mais graves da doença, como a mieloide (medula óssea) e a linfoide (glóbulos brancos). O Laboratório de Biologia Molecular da unidade, criado há 13 anos, já atendeu quase 500 pacientes de várias regiões do Brasil. Atualmente, cerca de 300 pessoas passam por diagnóstico, monitoramento e tratamento.

“Precisamos do diagnóstico preciso, principalmente para as leucemias agudas e crônicas. Realizar os exames de acompanhamento molecular é essencial para saber se os pacientes estão indo bem, se tem que trocar medicação ou não. Temos orgulho desse tipo de serviço, acredito que somos referência no país todo e a expectativa é de aumentar mais o acesso a mais pacientes que precisam”, enfatiza Cláudia Faria, chefe da Hematologia do Base.

Para a paciente Valéria Caetano, 44, que faz tratamento e exames no Hospital de Base desde 2009, o atendimento a deixa tranquila, pois ela está sendo monitorada constantemente. “O serviço é ótimo e me sinto segura. Sempre faço os exames para ver se respondo bem ao medicamento indicado para o meu tipo: leucemia mielóide crônica”, destaca.

Segundo a médica Graciana Lordelo, da Hematologia do HBDF, quando não havia essa complexidade de exames, o atendimento se tornava mais difícil. “Tínhamos que encaminhar os pacientes para fazer fora e são exames muito caros. Só tínhamos os exames hematológicos mais simples, como o hemograma e o mielograma”, esclarece.

AVANÇOS – A unidade de Hematologia do Hospital de Base está em processo de implantação de mais um tipo de exame. “Estamos trabalhando em parceria com o Laboratório Central da SES (Lacen/SES) para oferecermos o PCR em tempo real, uma análise mais sensível para saber quantas cópias têm o gene da doença na pessoa. Isso também é um grande passo para poder tratar e acompanhar a doença”, destaca Alexandre Nonino, médico e coordenador do Laboratório de Hematologia do Base.

Outro tipo de exame que o hospital oferecerá em breve ao usuário é uma investigação e verificação de doença residual – o que pode acontecer em pacientes com leucemia. “No diagnóstico da leucemia mielocítica aguda – que tem uma chance de cura muito alta – os pacientes vão para a enfermaria, fazem o tratamento e depois começamos a fazer pesquisa de doença residual. Assim, conseguimos dar retorno para o tratamento, confirmando se o paciente tem doença residual”, acrescenta Agenor de Castro, médico da unidade.

Pesquisas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimam que no próximo ano ocorra um aumento de 10.070 (5.540 homens e 2.877 mulheres) novos casos no país. Atualmente a média de pessoas com a doença na região do Centro-Oeste é de 320 homens e 280 mulheres.

HISTÓRICO –O Laboratório de Biologia Molecular da unidade surgiu a partir de um projeto de pesquisa de Cesar Matins de Sá , biólogo e professor da UNB, premiado no Programa Pesquisa para o SUS, do Ministério da Saúde.

Com a premiação, o Base foi contemplado com aparelhos e insumos para implantação da proposta. O trabalho começou a ser colocado em prática no Base em 2013 com as parcerias da Universidade de Brasília (UnB) e do Hospital de Apoio.