Governo do Distrito Federal
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21/07/17 às 20h41 - Atualizado em 30/10/18 às 15h17

Hran encerra oficina sobre segurança do paciente

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Evento reuniu 40 profissionais de 15 instituições de saúde do país

BRASÍLIA (21/7/17) – Em busca de soluções para que prevenir incidentes que resultam em danos para o paciente, representantes de 15 estabelecimentos hospitalares do país participaram, na quinta (20) e nesta sexta-feira (21), da primeira oficina regional do projeto Paciente Seguro, no Hospital Regional da Asa Norte (Hran).

O encontro foi realizado pelo Hran, juntamente com o Hospital Universitário da Grande Dourados (HU-UFGD), do Mato Grosso do Sul. As próximas reuniões serão realizadas em Santo André (SP), Manaus(AM), Natal (RN) e Curitiba (PR). Nos dois dias de evento participaram enfermeiros, farmacêuticos e médicos gestores do projeto nas duas instituições da região centro-oeste, além de técnicos do Ministério da Saúde.

A iniciativa é coordenada nacionalmente pelo Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre (RS), em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). O projeto Paciente Seguro tem como base o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP).

Segundo a enfermeira Renata Ferreira, líder da iniciativa no Hran, as metodologias propostas facilitam o desenvolvimento de atividades e norteiam as ações em favor da segurança do paciente. Um dos exemplos bem-sucedidos na instituição, desde a implantação do projeto na unidade de cirurgia geral, foi a redução de quedas a partir da adoção de métodos simples e orientações às equipes e aos pacientes – como a indicação do uso adequado de sapatos e vestimentas antes da internação, a adoção de um checklist para internação e reuniões com os pacientes e familiares sobre o risco de quedas. “Este é um projeto abraçado por todos do hospital”, salientou José Adorno, diretor do Hran.

Ana Maria Lacerda, coordenadora do PNSP no Ministério da Saúde, destaca que o projeto tem grande importância por seu caráter multiplicador. “A iniciativa tem um papel na mudança de cultura, no aprendizado contínuo e nas melhorias que ocorrerão no ambiente hospitalar”, explica.

A líder do projeto do Escritório Proadi-SUS do Hospital Moinhos de Vento, Elenara Ribas, pontua que a oportunidade serve para troca de experiências e para mostrar o aprendizado adquirido. “O objetivo é construir uma rede de conhecimentos que permita a troca de soluções entre as instituições”, diz.

MELHORIAS – No Hospital Universitário da Grande Dourados, o projeto também trouxe resultados positivos. “As ferramentas e estratégias da iniciativa contribuem com o processo”, reforça a chefe do Setor de Vigilância em Saúde e Segurança do Paciente da instituição, Ângela Mendonça de Souza.

Estatísticas apontam que 10% dos pacientes no Brasil sofrem algum episódio inesperado durante o período de internação devido a complicações decorrentes do cuidado médico e assistencial. No entanto, cerca de 70% desses casos podem ser evitados por meio da adoção de melhores práticas, desenhos de processos mais seguros, capacitação e comprometimento de líderes e profissionais.