Governo do Distrito Federal
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2/03/18 às 18h14 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Humanização é palavra de ordem na UTI Neonatal do HRC

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Surpresa na hora da alta emociona pacientes 

BRASÍLIA (2/3/18) – Há 25 dias dentro do Hospital Regional de Ceilândia (HRC), acompanhando os filhos recém-nascidos Heitor e Levi, a auxiliar de serviços gerais Tatiane Sousa contava as horas para receber alta. A tão esperada notícia chegou e de forma emocionante: o marido e os dois filhos dela, de 11 e 12 anos, chegaram à unidade neonatal de surpresa e a levaram para casa, junto com os novos integrantes da família.

baixa filhos Tatiane conhecendo irmãos gêmeos

A surpresa foi articulada pela equipe de neonatologia do HRC, encabeçada pela psicóloga Denise Percílio, e faz parte do elenco de ações de humanização realizadas pela unidade, dentro do método Canguru. “Essa metodologia é muito mais do que colocar a criança no colo, no contato pele a pele. Ela preconiza boas práticas e é isso que a gente faz aqui”, destaca.

Dentre os diversos projetos realizados, como ofuroterapia, neném na rede e o polvo, a busca pela integração de todos os membros da família a esse novo bebê que chega e a toda carga que vem junto a uma criança prematura faz parte da rotina da equipe da UTI neonatal do HRC.

“A gente cria situações para minimizar a angústia dessa família que gestou uma criança esperando que ela nasceria no momento certo e em até 48 horas iria para casa, mas por ter nascido antes da hora ou com algum problema de saúde, precisa ficar no hospital por mais tempo”, frisa a psicóloga.

baixa Elizabethe e Valério

Angústia essa que a pedagoga Elizabethe Silva conheceu bem, após três meses dentro do hospital com o pequeno Thomaz. “Nem o quartinho dele está pronto ainda, porque eu não esperava que ele fosse nascer antes da hora. Casei no dia 23 de dezembro, estava mexendo com mudança e três dias depois o Thomaz quis nascer”, relembra, contando que o menino nasceu de apenas 27 semanas.

O pai, Valério Batista, não se conteve ao buscar a família. “Quando ele nasceu, achei que não fosse escapar, de tão pequenininho. Ia embora todos os dias chorando. Mas, hoje, só tenho a agradecer a Deus e a essa equipe do hospital, por ter ajudado meu filho a vencer”, disse.

FAMÍLIA – Para que pais, avós e irmãos visitem os bebês internados na UTI, o hospital separou dias e horários para cada grupo, de modo que todos tenham o mesmo tempo com a criança. Um dos beneficiados com as visitas foi o pequeno Guilherme, de apenas seis dias de vida. Ele recebeu a irmã mais velha, Letícia Oliveira, 11 anos, e os avós Jesus e Antônio.

baixa Letícia e Guilherme

Entrou cada um de uma vez e todos se apresentaram para o recém-nascido. “É muito importante essa comunicação, para já ir criando um vínculo, um elo entre os membros da família”, explica Denise Percílio. A primeira a entrar foi a adolescente que não conseguiu explicar a emoção, mas era perceptível nos olhos marejados.

MÉTODO – Incorporado ao Sistema Único de Saúde em março de 2000, o Método Canguru promove a qualificação do cuidado do recém-nascido internado em Unidade Neonatal no Sistema Único de Saúde (SUS). O toque da família acolhe o bebê em meio a procedimentos na rotina, muitas vezes intensa e delicada, de uma Unidade Neonatal e é fundamental, ao lado do suporte clínico, para sua sobrevivência.

baixa método canguru final da matéria

 

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