Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
14/03/16 às 15h54 - Atualizado em 30/10/18 às 15h14

Mães que têm dengue não precisam suspender aleitamento materno

COMPARTILHAR

O alerta é da coordenação dos Bancos de Leite da Secretária de Saúde

BRASÍLIA (14/3/16) – Nesta época em que os casos de dengue aumentaram em todo país, algumas mães – diagnosticadas com a doença – suspenderam o aleitamento por acreditarem que o alimento pode prejudicar a criança. A pediatra e coordenadora dos Bancos de Leite da Secretaria de Saúde, Miriam Santos, afirma que isto é um mito.

“As mães diagnosticadas com dengue podem amamentar seus bebês normalmente, até porque isso não traz nenhum prejuízo. Pelo contrário, traz benefícios. O mesmo vale para casos de zika e chikungunya”, garantiu a médica. Segundo ela, a orientação segue protocolo da Organização Mundial da Saúde (OMS) e Ministério da Saúde.

Segundo pesquisas do Ministério da Saúde, o leite humano possui fatores imunológicos que protegem a criança. Com isso, o risco de mortalidade por doenças infecciosas é seis vezes menor em bebês de até dois meses amamentados. O alimento também reduz as chances de desenvolver diarreia, doenças respiratórias alergias, hipertensão, colesterol alto e diabetes.

De acordo com a dra. Miriam Santos são criados vários mitos em torno da amamentação, como por exemplo que a quantidade de leite produzida pelas mães, nos primeiros dias após o nascimento, não é satisfatória. A médica afirma que, embora o volume pareça ser pequeno, é suficiente para alimentar o bebê.

“Aproximadamente 80% do leite é produzido no momento da amamentação e quanto mais o neném mama, mais leite será produzido.”, informa.

Outra questão que gera muitas dúvidas é sobre a inserção de água e de outros alimentos na dieta da criança antes de completar os primeiros seis meses de vida. A pediatra esclarece que o correto é oferecer apenas leite materno durante esse período. Isso porque outros alimentos podem ocasionar infecção e malefícios, como o desenvolvimento de alergias e doenças crônicas.

Após essa fase, é indicada a amamentação complementar até os dois anos de vida da criança, o que significa a inserção de outros alimentos, em conjunto com a amamentação. Conforme dados do Ministério da Saúde, a estimativa é de que, até dois anos, 500 mililitros de leite materno ainda sejam capazes de fornecer 95% das necessidades de vitamina C, 45% das de vitamina A, 38% das de proteína e 31% do total de energia.

As mulheres gestantes ou que amamentem, bem como suas famílias, que tenham dúvidas sobre o aleitamento materno podem ir até um banco de leite humano, posto de coleta ou centro de saúde próximo à sua casa para que tudo seja esclarecido. Nesses locais, há profissionais capacitados para deixá-la informada.

MITOS:

– Mães diagnosticadas com dengue, zika e chikungunya não podem amamentar o bebê
-O leite materno é pouco nutritivo
– Água pode ser oferecida para o bebê antes de completar seis meses de vida
– Os pais devem oferecer outros alimentos para o recém-nascido
VERDADES:
– O leite materno é o alimento mais completo que existe para o bebê até o sexto mês
– Aproximadamente 80% do leite é produzido no momento em que o bebê está mamando
– Quanto mais o neném mama, mais leite a mãe irá produzir
– Não há vantagens em oferecer alimentos complementares antes dos seis meses
– O leite materno é fácil de digerir e não sobrecarrega o intestino e os rins do bebê
– O alimento protege o bebê da maioria das doenças
Saiba mais informações disponíveis neste link do Ministério da Saúde.

Leia também...