Governo do Distrito Federal
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5/10/13 às 17h43 - Atualizado em 30/10/18 às 15h08

Mais de 28 mil mamografias foram feitas na rede pública até agosto

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Número já supera o total de exames realizados durante todo o ano passado

De janeiro a agosto de 2013, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF) realizou 28.204 mamografias, sendo 14.913 em mulheres com idade entre 50 e 69 anos, faixa etária com maior risco para a doença.  Em todo o ano passado foram feitas 20.833 mamografias na rede pública de saúde.

A mamografia é o exame de raio-X mais preciso para diagnosticar o câncer de mama. “Mulheres a partir dos 50 anos são eleitas para o rastreamento de câncer de mama, por apresentarem maior risco para desenvolver a doença. Mesmo que não haja sintomas, elas devem fazer mamografia de dois em dois anos”, alerta a gerente de Câncer da SES/DF, Cristina Scandiuzzi.

Segundo ela, as mulheres de 50 a 69 anos são as que mais se beneficiam do exame, pois a cada 1.000 mamografias é possível evitar cinco mortes pelo câncer nessa faixa etária.A maioria dos médicos solicita a mamografia com o objetivo de detectar alguma alteração na mama enquanto ainda há possibilidade de cura. Anualmente, 100 em cada 100 mil mulheres irão desenvolver câncer de mama.

A necessidade de uma mamografia para mulheres abaixo de 35 anos só é indicada nos casos em que apresentem sintomas ou histórico familiar de câncer de mama. Para ter acesso à mamografia a paciente deve ter o pedido do médico ou enfermeiro da rede pública. A marcação é feita nos centros de saúde e a realização do exame nos hospitais regionais de Sobradinho, Paranoá, Asa Norte, Taguatinga, Ceilândia, Samambaia, Santa Maria, Hospital de Base,  Hospital Materno Infantil de Brasília ou Central de Radiologia de Taguatinga.

As três Carretas da Mulher também oferecem o exame. Nas unidades móveis, as mulheres acima de 40 anos que não realizaram mamografia há dois anos estão isentas do pedido médico e abaixo dessa idade, é necessário levá-lo. Mulheres que realizaram a mamografia e apresentaram laudo altamente suspeito de câncer de mama –  bi-rads 4, 5 ou 0 – em que não há como afastar a hipótese da doença, são chamadas pela Gerência de Câncer para a consulta agendada com mastologista na rede pública de saúde, em tempo inferior a 15 dias após a mamografia.

“Entramos em contato por telefone com a paciente para marcar a consulta com o mastologista, o primeiro médico que fará a abordagem da lesão. Assim, ela é encaminhada diretamente para a atenção especializada, evitando que retorne à unidade de saúde a qual solicitou a mamografia e tentar o agendamento”, explica a gerente.

Esse serviço foi criado na SES/DF em abril deste ano e, de acordo com Cristina, uma das vantagens é reduzir o intervalo entre a suspeita e o diagnóstico efetivamente dado, além de dar agilidade ao início do tratamento do câncer da paciente na rede. Além da suspeita de alteração na mamografia ou no exame clínico da mama, se a paciente perceber um nódulo ou caroço, ela precisa de uma confirmação. E esse diagnóstico de câncer confirma-se pela biópsia. “Reduzimos o caminho entre a suspeita apontada na mamografia e a consulta com o mastologista, o qual realizará a biópsia”, acrescenta.

Das mulheres que fizeram mamografia nas carretas, cerca de 100 foram diagnosticadas com suspeita de câncer e se beneficiaram com a linha rápida de diagnóstico, desde a criação do serviço. Atualmente há 2.548 mulheres em tratamento na rede pública de saúde para o câncer de mama nos Hospital Regional de Taguatinga, Base e Hospital Universitário de Brasília (HUB).

Patrícia Kavamoto