Governo do Distrito Federal
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1/11/16 às 18h36 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

Mutirão reconstruiu a mama de 83 mulheres vítimas de câncer

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Ação foi promovida pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica em parceria com hospitais públicos e privados

BRASÍLIA (1/11/16) – Casada e mãe de dois filhos, Maria Francisca Dias da Silva, 44 anos, foi uma das 83 mulheres que tiveram a oportunidade de reconstruir o seio, retirado em razão do câncer, durante o II Mutirão de Reconstrução Mamária, de 24 a 29 de outubro. Francisca, fez a cirurgia no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), um dos seis hospitais públicos do Distrito Federal, que participaram da ação promovida pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Maria lembra que descobriu a doença em 2009, após uma consulta no Hran, o médico informou que ela tinha um câncer agressivo e que era preciso retirar imediatamente o seio, porque havia o risco de metástase.

“Para mim, recompor a mama agora foi muito importante. Sabemos que, para as mulheres, a estética é um item relevante. Sem o seio, não é a mesma coisa”, disse a paciente, ao contar que foi feito um enxerto com retirada de gordura e músculo do abdômen

Além do HRAN, participaram do Mutirão os Hospitais Regionais de Taguatinga, Sobradinho, o Materno Infantil de Brasília, o Universitário de Brasília e Forças Armadas, além de outros cinco privados. A ação faz parte da agenda do “Outubro Rosa”, mês em que várias atividades são realizadas para conscientizar sobre a importância da detecção precoce da doença que, na fase inicial, tem até 80% de chance de cura.

A presidente da SBCP, Marcela Cammarota, explica que muitas mulheres submetidas a retirada da mama diminuem a auto estima, apresentam dificuldade de convívio e podem até desenvolver depressão. “Após a reconstrução, vemos a felicidade no rosto de quem teve seu corpo recomposto”, observou.

A médica também informou que, segundo o DataSus, a cada 40 minutos nos últimos cinco anos uma mulher é submetida a mastectomia. “Esse é o principal câncer que acomete as mulheres e em uma frequência muito alta. A única forma de tratar de forma menos radical é o diagnóstico precoce”, finalizou.

PROCEDIMENTOS – Para realizar reconstrução da mama, cada paciente é avaliada e tratada de acordo com suas condições clínicas. Entre os procedimentos existe a colocação de um expansor sob a pele na área a ser reparada, próteses, retalhos e enxerto de gordura.

A cirurgiã plástica do Hran, Nadja Alexim, que participou do mutirão, alertou que o ideal é identificar a doença no estágio inicial. Embora exista a necessidade de retirar parte do tecido, a reconstrução é mais fácil e o resultado é melhor.

“As mulheres devem manter o hábito de realizar o autoexame das mamas, porque caso ocorra alterações será possível identificar facilmente. A mamografia deve ser feita anualmente pelas mulheres a partir dos 40 anos e por mulheres que tem histórico da doença na família”, orientou.