Governo do Distrito Federal
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3/04/17 às 20h43 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

Oficina ajuda idosos a prevenir quedas

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Atividades trabalharão a força muscular e o equilíbrio 

BRASÍLIA (3/4/17) – Cerca de 20 idosos participaram, nesta segunda-feira (3), do primeiro dia de atividades da Oficina de Prevenção de Queda, promovida pela equipe de atenção primária da região. Ao todo, serão 36 encontros, realizados duas vezes por semana durante três meses. Um total de 40 pessoas acima de 65 anos, divididas em duas turmas, participará essa etapa das oficinas.

“Nós fazemos um circuito que trabalha a melhora na força muscular, no equilíbrio e na capacidade de reconhecer a localização espacial do corpo, com o objetivo de fazer a prevenção de quedas e a manutenção da autonomia”, explica a terapeuta ocupacional e coordenadora de Saúde do Idoso de Ceilândia, Ângela Maria Sacramento.

Todos os participantes foram encaminhados por serviços de saúde de Ceilândia. Atendido pela geriatria do HRC, Abdon Benício Leite, 72 anos, diz ter gostado do primeiro dia de oficina. “Espero sair daqui mais fortalecido”, disse o senhor que já sofreu uma queda enquanto caminhava pela rua.

Hoje, Abdon tem limitações em razão de um acidente vascular cerebral sofrido em julho do ano passado. “Foi um susto. Acho que agora essa oficina vai ser boa para ele, que sempre foi muito ativo e parou um pouco por causa do AVC”, conta a filha, Patrícia Leite.

De acordo com a terapeuta ocupacional, há cerca de um ano foram realizadas oficinas semelhantes e os dados pré e pós encontros apontaram evoluções significativas nos idosos. “Percebemos desenvolvimento de 20% a 30% da força muscular. Isso melhora a capacidade funcional e, assim, minimiza o risco de quedas”, observa Ângela Maria.

AMIZADES – Além do fortalecimento muscular e da busca por equilíbrio, as oficinas permitem o surgimento de novas amizades. Segundo Ângela Maria, estudos apontam que manter vínculos, seja com amigos ou familiares, são excelentes para a cognição.

A aposentada Josiana Gomes, 77 anos, ainda tímida no primeiro dia de encontro, diz acreditar que as oficinas renderão bons frutos. “Achei bom me convidarem para participar. Eu caio muito e acho que vou ficar mais forte. E ainda fazer amigas”, disse.

DADOS – No Brasil, cerca de 30% dos idosos caem pelo menos uma vez ao ano, sendo que 5% dos casos resultam em fraturas. A incidência de quedas é diretamente proporcional ao processo de envelhecer.

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Na verdade a oficina é promovida pela atenção primária (APS) por meio do programa do Idoso.