Governo do Distrito Federal
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12/07/19 às 10h36 - Atualizado em 12/07/19 às 14h27

Servidores participam de Oficina de Atualização do novo Protocolo para Hepatite C e Coinfecções

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Doença que nem sempre apresenta sintomas, mas que tem cura

 

O Dia Internacional das Hepatites Virais, comemorado em 28 de julho, deflagrou, na Secretaria de Saúde, algumas ações a serem realizadas ao longo deste mês. Nesse sentido, a Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS), em parceria com o Ministério da Saúde, realiza, na manhã desta sexta-feira (12), a Oficina de Atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C e Coinfecções na Região Centro Oeste.

 

A Oficina, realizada no Auditório do Lacen-DF, tem como público-alvo cerca de 70 profissionais de saúde do Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso do Sul que trabalham com hepatites virais.

O objetivo da iniciativa é atualizar esses profissionais quanto ao novo protocolo clínico e as diretrizes terapêuticas para hepatite C e coinfecções; modelo de aquisição dos medicamentos para hepatite C; custo/minimização; política de assistência farmacêutica para acesso ao tratamento das hepatites virais no Sistema Único de Saúde (SUS); e plano de eliminação da hepatite C.

 

“A atualização dos profissionais de saúde é extremamente importante, pois novos critérios de tratamento e medicamentos estão preconizados no novo protocolo de atualização do tratamento da hepatite C, que, hoje, promovendo a cura da doença”, enfatiza a gerente de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis, Rosângela Ribeiro.

 

MODALIDADES – As hepatites virais são doenças silenciosas, que provocam inflamação no fígado e podem causar cirrose, câncer e até a morte. As cinco principais são as hepatites A, B, C, D e E.

 

As hepatites virais, geralmente, não apresentam sintomas, mas estes, quando dão sinais, incluem, frequentemente, febre, fraqueza, mal-estar, dor abdominal, enjoo/náuseas, perda de apetite, urina escura, icterícia (olhos e pele amarelados) e fezes esbranquiçadas.

 

A hepatite C é causada pelo vírus C (HCV). A transmissão ocorre, principalmente, por meio da transfusão de sangue, uso de objetos de higiene pessoal como lâminas de barbear e de depilar, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam na confecção de tatuagem e colocação de piercings.

 

EXAME – A hepatite C é detectada no exame de sangue, que identifica a presença de anticorpos contra o vírus no corpo da pessoa. O exame pode ser realizado nas unidades básicas de saúde do DF e no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), localizado no mezanino da Rodoviária do Plano Piloto.

 

As medidas preventivas em relação, principalmente, à Hepatite C são: exigir materiais esterilizados ou descartáveis em estúdios de tatuagem e de colocação de piercings; não compartilhar instrumentos de manicure e pedicure; não usar lâminas de barbear ou de depilar de outras pessoas; não compartilhar agulhas, seringas e equipamentos para uso de anabolizantes e drogas.

 

 

Carolina Pedroza, da Agência Saúde

Arte: Rafael Ottoni/Saúde-DF