Governo do Distrito Federal
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25/01/12 às 16h35 - Atualizado em 30/10/18 às 14h57

Paciente que teve implante de mama deve checar a marca

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O atendimento a pacientes que fizeram implante de próteses das marcas PIP e Rofil foram tema de uma reunião ocorrida00011537 na tarde desta terça-feira, no gabinete da Subsecretaria de Atenção à Saúde – SAS/DF. O objetivo foi estabelecer as diretrizes e  um fluxo para o atendimento às pacientes que necessitarem fazer troca de prótese pelo SUS/DF. 

Segundo ficou definido durante a reunião, da qual participaram o subsecretário de Atenção à Saúde, Ivan Castelli , o coordenador da Cirurgia Plástica da SES-DF, Marcelo Gêa, a presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (Regional Brasília) , Kátia Torres e  a diretora do Hospital Regional da Asa Sul, Roselle  Steenhouwer, as pacientes que fizeram implante mamário devem checar o certificado que lhes foi entregue na época da cirurgia e conferir a marca do material que foi utilizado.

Caso tenha sido utilizada próteses da marca PIP (Poly Implants Prothese ) ou Rofil, a paciente deve entrar em contato com o médico que fez a cirurgia para ser examinada e passar por realização de exames. Quando a paciente não possuir o certificado da prótese que utiliza, também deverá em contato com o médico ou com o Hospital/Clínica onde foi operada, para saber qual a prótese que foi utilizada na sua cirurgia.

A estimativa da SAS/DF , juntamente com a  Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, é que no Distrito Federal existam entre cem a 110 pacientes que necessitem fazer a troca das próteses, já que apenas três ou quatro médicos utilizaram as marcas agora consideradas impróprias.

Segundo o subsecretário Ivan Castelli, os próprios médicos cirurgiões estão convocando suas pacientes para serem examinadas e os planos de saúde serão obrigados pela ANS (agencia Nacional de Saúde Suplementar) a cobrir todos os custos referentes a exames de imagem e troca das próteses destas marcas. 

Apenas as pacientes que não possuem planos de saúde e nem condições de pagar pelo procedimento, serão referenciadas para a rede pública. Durante a reunião, ficou estabelecido que será criado um ambulatório no Hospital Regional da Asa Norte para atender as pacientes que forem encaminhadas pelos cirurgiões do serviço privado. Ou seja, antes de procurar a Secretaria de Saúde, a paciente deverá procurar o médico que a operou para que ele faça, se for o caso, o encaminhamento para o Hospital da Asa Norte. 

De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, a prioridade para as cirurgias é para as pacientes que , após a ecografia mamária, apresentarem ruptura da prótese, dor, inflamação ou qualquer outra complicação na mama, ou fizeram a cirurgia para reconstrução mamária, ou apresentam caso de câncer de mama entre parentes de primeiro grau.

O Coordenador  Marcelo Gêa ressalta que  a Secretaria de Saúde não utilizou próteses com a marcas citadas. Ou seja, todos os encaminhamentos de pacientes devem proceder do setor privado. Lembrou ainda que, mesmo as pacientes que não apresentaram problemas, no entanto tiveram implantes com as marcas condenadas, serão acompanhadas por meio de exames periódicos e deverão ser avaliadas caso a caso.

Arielce Haine SES-DF

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