Governo do Distrito Federal
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24/03/17 às 15h28 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

Pais devem redobrar cuidados para prevenir bronquiolite nas crianças

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Doença ocorre com maior frequência nesta época do ano e afeta principalmente crianças abaixo de dois anos de idade

BRASÍLIA (13/3/17) – A bronquiolite viral aguda está entre as doenças respiratórias mais frequentes nessa época do ano, em razão do aumento da circulação dos vírus que acometem o aparelho respiratório. Com ocorrência maior em crianças abaixo dos dois anos de vida e, principalmente, em bebês com menos de seis meses, a doença causa a inflamação das vias respiratórias (brônquios).

A especialista em Pediatria e Pneumologia Pediátrica da Secretaria de Saúde, Luciana de Freitas Velloso Monte, explica que a bronquiolite leva à hiperprodução de secreção e estreitamento nas vias respiratórias por conta da agressão dos vírus, sendo um dos principais agentes causadores o vírus sincicial respiratório. Em geral, a doença dura de 7 a 10 dias.

“Inicialmente existem sintomas gripais, como:  roncos nasais, coriza, espirros, obstrução nasal, tosse e febre baixa, evoluindo, entre o segundo e terceiro dia da doença, com “chiado no peito” e dificuldade para respirar”,citou.

PREVENÇÃO – Além de higienizar as mãos para evitar contaminação, as mães devem amamentar os bebês, já que o aleitamento materno fortalece o sistema imunológico da criança. “Preferencialmente, não só as mães e bebês devem estar com as mãos lavadas, mas a população em geral para evitar a transmissão de vírus respiratórios”, esclareceu.

Os pais também devem evitar levar as crianças para locais com aglomeração de pessoas, como shoppings, já que a circulação dos vírus é maior. Além disso, a orientação é evitar a exposição passiva ao fumo e o contato dos bebês com pessoas gripadas.

Outra medida é vacinar as crianças contra o vírus da influenza, de acordo com o calendário nacional de imunizações.

ATENDIMENTO – O tratamento da bronquiolite, geralmente, não necessita de internação. Quando as crianças apresentarem os sintomas, os pais podem levá-las para serem avaliadas nas Unidades Básicas de Saúde, os antigos centros e postos de saúde. O serviço de emergência nos hospitais deve ser procurado apenas quando a criança apresente “falta de ar”, prostração ou arroxeamento dos lábios, o que pode significar que o bebê está com baixa oxigenação nos pulmões e no sangue.

Além disso, também precisam de assistência bebês “de risco”, bebês com comorbidades, aqueles que tenham queda no estado geral e dificuldade de alimentar-se e, ainda, se houver febre por mais de três dias, já que pode significar que a bronquiolite viral esteja evoluindo com infecção bacteriana secundária.