Governo do Distrito Federal
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19/08/20 às 16h42 - Atualizado em 19/08/20 às 16h50

Parceria entre Secretaria de Saúde e Funap garante produção de guaco

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Parte da planta destinada à Farmácia Viva é cultivada na fazenda da Papuda

 

JURANA LOPES, DA AGÊNCIA SAÚDE DF

 

Muito utilizado neste período do ano, em que aumenta o número de pessoas com gripes e resfriados, o xarope de guaco produzido pelo Núcleo de Farmácia Viva da Secretaria de Saúde é um dos fitoterápicos com maior demanda na rede. No entanto, a planta medicinal é utilizada para produzir não só o xarope, mas também, o chá medicinal e a tintura de guaco.

 

Plantas medicinais são usadas na produção de fitoterápicos para dispensação nas UBSs do DF – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde DF

Um dos locais que produzem o guaco é a fazenda da Papuda, localizada dentro do complexo penitenciário. Há dez anos, a Secretaria de Saúde fez uma parceria com a Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap), que cedeu o espaço para o cultivo de plantas medicinais. Em contrapartida, os sentenciados trabalham na fazenda e cultivam as plantas.

 

“A importância desta parceria com a Funap é termos matéria-prima suficiente não só para conseguir manter a produção do xarope de guaco, chá medicinal de guaco e da tintura de guaco como também integrar o sistema penitenciário a uma proposta de inclusão do preso em uma prática em que ele possa conseguir aprender localmente a ação de tratos culturais com plantas, principalmente as plantas medicinais”, explica Nilton Netto Junior, farmacêutico chefe do Núcleo de Farmácia Viva.

 

Produção de plantas medicinais na Farmácia Viva do Riacho Fundo I – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde DF

De acordo com ele, a matéria-prima fornecida pela área prisional é fundamental à continuidade e expansão de produção de fitoterápicos pelo Núcleo de Farmácia Viva.

 

“Iniciamos essa parceria em 2010. É importante mencionar que não temos só o guaco cultivado na Papuda, tem a erva baleeira e o alecrim pimenta, as três plantas são utilizadas na produção de fitoterápicos pelo Núcleo de Farmácia Viva”, destaca Nilton. A Funap entra com a mão de obra dos reeducandos que são remunerados pela própria Funap e com os insumos para o plantio.

 

Produção

 

A colheita sempre é realizada por servidores do Núcleo de Farmácia Viva, que se deslocam, de acordo com a demanda, até a fazenda da Papuda. A colheita é feita com acompanhamento e supervisão da equipe na própria área agrícola de cultivo de plantas medicinais.

 

Fitoterápicos são distribuídos na rede para pacientes com indicação médica – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde DF

“Toda terça-feira colhemos talos e folhas de guaco, ao chegar ao Núcleo de Farmácia Viva, no Riacho Fundo I, é feita a triagem das folhas ideais, realizamos a higienização com enxágue e secagem em estufa apropriada. Após esse processo as folhas vão para a moagem e só depois para a produção do fitoterápico. Após o xarope pronto, fazemos a rotulagem e o fitoterápico passa pela inspeção de qualidade, finalmente vai para distribuição”, explica Felipe Tironi, farmacêutico da Farmácia Viva.

 

Todo o processo, desde a colheita até a entrega do xarope de guaco nas Unidades Básicas de Saúde, dura cerca de duas semanas. Só neste ano já foram colhidos 235 quilos de guaco e isso é porque a demanda estava reprimida. Anualmente, o consumo de guaco chega a meia tonelada.

 

“A partir da colheita do guaco nós produzimos o xarope de guaco, a tintura de guaco e, também, o chá medicinal de guaco, que são distribuídos nas Unidades Básicas de Saúde cadastradas ao Núcleo de Farmácia Viva”, informa Tironi.

 

EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA

REVISÃO: JULIANA SAMPAIO