Governo do Distrito Federal
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17/11/16 às 17h40 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

Pesquisa aponta que quase metade da população do DF está acima do peso

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Os dados foram coletados em 2015 em todo o país

BRASÍLIA (17/11/16) – Pesquisa divulgada recentemente pelo Ministério da Saúde, com indicadores dos fatores de risco que desencadeiam as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), mostrou um índice preocupante no Distrito Federal: os altos índices de pessoas acima do peso e de fumantes. Neste último, a capital federal apresentou números acima da média nacional.

Os dados apontam que 11,4% da população do DF é de fumantes, enquanto a média brasileira é de 10,4%. Com relação ao peso, 47,8% da população brasiliense estão com sobrepeso, sendo a maioria homens (51,2%). A média nacional foi de 53,9%.

Dois indicativos positivos para o DF foram em relação ao consumo de frutas e hortaliças e a prática de atividades físicas. A pesquisa mostrou que 53,9% dos brasilienses com mais de 18 anos consomem frutas e hortaliças em cinco ou mais dias da semana e 52,1% praticam pelo menos 150 minutos de atividade física de intensidade moderada por semana. A média nacional para os dois quesitos foi de 37,6% cada.

DADOS – A pesquisa do Ministério da Saúde, chamada Vigitel, foi feita em 2015, por telefone, e ouviu cerca de 54 mil brasileiros acima de 18 anos. no DF, duas mil pessoas participaram.

“Os dados nos auxiliam a identificar os hábitos da população e assim pensar em políticas públicas e ações efetivas, sustentáveis e baseadas em evidências a serem desenvolvidas pela Secretaria de Saúde com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população, reduzir fatores de risco e, consequentemente, diminuir a incidência das Doenças Crônicas Não Transmissíveis, que em 2014 foram responsáveis por 55,1% das mortes no DF”, destacou a servidora da Gerência de Doenças e Agravos não Transmissíveis, Sarah Tinoco.

Para ela, é importante perceber que o morador do DF tem se preocupado mais com sua saúde ao se alimentar melhor e praticar atividades físicas. No entanto, essa realidade não é homogênea entre as faixas etárias, sexo e escolaridade.

O risco é maior ou menor para determinados fatores, dependendo dos diferentes segmentos da sociedade. “Ainda há um grande consumo de alimentos industrializados, ricos em gordura e açúcar, além do uso abusivo de bebidas alcoólicas e o uso do cigarro. Nestes dois últimos quesitos o DF teve uma das piores médias do país. Os principais fatores de risco para essas doenças, dentre as quais estão acidente vascular cerebral (derrame), infarto, hipertensão arterial, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas, são considerados modificáveis, podendo ser reduzidos de acordo com os hábitos de cada um”, pontuou Sarah.

Veja aqui o boletim completo.