Governo do Distrito Federal
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27/11/13 às 12h54 - Atualizado em 30/10/18 às 15h09

Ervas medicinais são utilizadas em diversos tratamentos

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50 espécies que se transformam em pomadas, tinturas e xaropes 

 O Centro de Referência em Práticas Integrativas em Saúde (Cerpis) de Planaltina realizou, até outubro, 13 mil atendimentos. Pioneira em Brasília, e única na região especializada no tratamento com ervas medicinais, a unidade atende pessoas nas áreas de homeopatia, acupuntura, terapias comunitárias, automassagem, oficinas integrativas e na distribuição e manipulação de produtos fitoterápicos.

Na área da fitoterapia, o centro tem uma farmácia viva que orienta, manipula, distribui mudas, plantas medicinais e produtos fitoterápicos gratuitamente para a população. Além dos cinco centros de saúde, nove postos rurais e três Unidades Básicas de Saúde de Planaltina.

O Centro integra a política de Atenção Primária em Saúde do GDF. Dentro do Cerpis, em uma área de 20 mil metros quadrados, são cultivadas 50 espécies de ervas medicinais e produzidas pomadas, tinturas e xaropes para os moradores de Planaltina.

Segundo o gerente da Cerpis, Marcos Freire, a intenção é promover cada vez mais o uso de medicamentos naturais e incentivar atividades físicas dos pacientes, como automassagem e tai chi chuan. “Estamos inseridos no Sistema Único de Saúde e focamos na promoção de saúde e atendimentos para melhor acolher as pessoas, espero que elas nos procurem para adquirir saúde, e não apenas quando estiverem doentes”, afirmou Freire.

O Cerpis realiza durante todo o ano oficinas para a comunidade e os profissionais de saúde, para informar sobre os vários usos das plantas, com demonstrações práticas de como pode ser utilizado no tratamento de patologias. E também em terapias externas, como hidroterapia, banhos de imersão e hidromassagem, com o uso de bandagens, compressas e cataplasmas, uma aplicação de uma pasta elaborada a partir de plantas e argila, misturadas em água quente.

Para Marcos Freire, as oficinas integrativas são de simples execução e podem ser reproduzidas nas unidades e equipes de saúde integradas aos programas da Atenção Primária à Saúde, “Após esta, os participantes estarão aptos a orientar e realizar as aplicações utilizando as plantas”, afirma.

A professora aposentada Nacy Ribeiro de Castro usa a medicação distribuída no Centro e aprova. “Os medicamentos naturais podem curar e prevenir várias doenças, eu sou testemunha, a minha saúde é ótima”, disse.

Histórico

O cultivo das ervas medicinais pelo Cerpis começou em Planaltina em 1983, quando foi observada entre os habitantes a cultura popular dos “chazinhos”. Mães que procuravam as unidades hospitalares para consultar os filhos falavam dos chás feitos em casa para tratar determinados problemas de saúde. Teve início então o plantio de um pequeno canteiro próximo ao Hospital de Planaltina, com mudas doadas pelo professor Jean Kleber, da UnB.

A iniciativa foi o começo das experiências com fitoterápicos pela Central de Medicamentos e o Ministério da Previdência Social. Somente em 15 de junho de 1999, a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou a lei nº 2.400, que criou o Centro de Medicina Alternativa de Planaltina (CeMA), atual Cerpis, mas as atividades já eram habituais em Planaltina há 15 anos. “Nós já usávamos algumas políticas nacionais antes mesmo de serem pedidas. Nesse sentido, fomos pioneiros”, comentou Marcos Freire.

Atendimentos

No Centro Fitoterápico, cerca de 30 profissionais atendem a comunidade nas especialidades de homeopatia para adultos e crianças, psicologia, individual e grupo, terapias comunitárias, automassagem, Tai chi chuan, Lian Gong, produção de fitoterápicos e nas oficinas integrativas.

Por Tatiane Gomes, da Agência Saúde DF
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