Governo do Distrito Federal
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27/03/21 às 12h12 - Atualizado em 29/03/21 às 15h34

Policlínica do Paranoá atende 108 pacientes em força-tarefa de fisioterapia

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Objetivo é dar celeridade aos pacientes que esperam na fila de atendimento

 

LUIZ FERNANDO CÂNDIDO, DA REGIÃO LESTE

 

Uma força-tarefa para atender pacientes que aguardam fisioterapia foi iniciada na Policlínica do Paranoá. Na última semana, 108  foram atendidos no ambulatório de fisioterapia da unidade. Essa foi a primeira, das três etapas previstas no mutirão, que tem por objetivo tratar lesões, melhorar a qualidade vida, reabilitar as capacidades e funcionalidade das pessoas com a fisioterapia. A meta da equipe de fisioterapia é zerar a fila de espera.

 

A policlínica funciona no Hospital da Região Leste. O mutirão contou com quatro fisioterapeutas na avaliação dos pacientes que já estavam agendados esperando a vaga para começar o tratamento. Foram contemplados moradores do Paranoá, São Sebastião, Itapoã, Jardim Botânico e Jardins Mangueiral.

 

Acesso ao ambulatório ocorre via Atenção Primária. O paciente é encaminhado pelas unidades básicas de saúde à policlínica – Foto: Divulgação/SES-DF

A maioria dos pacientes (57) apresentava lesões na coluna. Também foram atendidas 20 pessoas com lesões no joelho, 17 no ombro, oito com lesões no tornozelo com oito e outros seis diferentes.

 

Segundo a responsável técnica assistencial do Ambulatório de Fisioterapia Ortopédica da Policlínica do Paranoá, Patrícia Matos Giachini, o setor seguiu um protocolo bem rígido para evitar aglomerações. Foram agendados no máximo dois pacientes por horário.

 

“Foi uma ideia que a gente teve de tentar diminuir essa fila, tentar atender mais rápido esses pacientes. Agora, no final da semana, nós vamos fazer o balanço desses atendimentos e, se a gente vir que foi positivo, vamos replicar a cada dois meses pra tentar acabar com essa fila de espera”, comemorou.

 

Após a primeira avaliação, os pacientes receberam folders com exercícios para ajudar na recuperação em casa. Cada usuário atendido vai ter um tempo de retorno dependendo da evolução individual. “Esse trabalho entre os níveis de atenção primário e secundário compartilha o cuidado do paciente, é um importante momento de matriciamento das equipes e oportunamente traz a higienização da fila com estratificação no momento do acolhimento”, observa a superintendente da Região de Saúde Leste, Raquel Beviláqua.

 

Evolução

 

Desde novembro do ano passado, Carmina Lelis Bezerra da Silva, de 50 anos, moradora do Paranoá, utiliza o espaço da fisioterapia. Ela lesionou o joelho durante uma queda. Ficou 15 dias internada no Hospital da Região Leste após passar por procedimento cirúrgico na patela. Passou dois meses sem colocar o pé no chão. Graças à fisioterapia, Carmina trabalha como manicure e já voltou a atender as clientes.

 

De acordo com ela, realizar as tarefas do dia a dia está mais fácil, pois está se sentindo mais ativa. Com o acompanhamento dos profissionais a vida está voltando ao normal. “Já estou até pegando o ônibus, andava bem devagarzinho, estou andando bem. Já resolvo minhas coisas, estou trabalhando atendendo meus clientes”, disse.

 

Fisioterapia melhora a qualidade de vida dos pacientes que sofreram algum tipo de lesão – Foto: Divulgação/SES-DF

A melhora da paciente também é nítida para o fisioterapeuta Juscelino Castro Blasczyk. “Ela teve uma fratura de patela, uma fratura no joelho. Tinha uma limitação bem significativa. Hoje ela já tem independência total para atividades de vida. Tem limitação, ainda tem um pouco de dor, ainda tem um pouco de déficit de força, e por isso a gente ainda segue com a fisioterapia. Mas do ponto de vista funcional ela já está apita para fazer qualquer tipo de atividade”, afirma.

 

Juscelino conta que uma das maiores recompensas para os fisioterapeutas é acompanhar a evolução dos pacientes nos exercícios e atividades. “É o que move a profissão. Os pacientes vermelhos que chegam aqui normalmente são pacientes com grandes limitações ou estão sem conseguir caminhar ou sem conseguir movimentar os braços. E aí com as orientações que nós passamos e as sessões que nós fazemos, normalmente em poucas sessões esses pacientes já estão de alta”, destaca.

 

Atendimentos

 

O Ambulatório de Fisioterapia, da Policlínica do Paranoá, já realizou, de janeiro a março, um total de 232 atendimentos de primeira consulta. Em relação a retorno e sessões, o número foi de 656 no total. Já o número de pacientes ativos foi de 73.

 

Por conta da pandemia, a quantidade de atendimentos está reduzida na unidade. Para manter os protocolos de segurança, a capacidade de atendimento simultâneo foi diminuída em 50%.

 

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