Governo do Distrito Federal
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7/11/19 às 11h47 - Atualizado em 7/11/19 às 17h57

População aprova horário estendido em unidades de saúde

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Atendimento sem demora é o principal elogio

 

Maria Eduarda, de seis anos, voltou da escola sentindo-se mal. As reclamações eram dores de cabeça e no estômago. Também estava com febre. A mãe, Daise Cardoso, logo que chegou do trabalho levou a criança na Unidade Básica de Saúde (UBS) 2 do Guará, opção mais próxima de sua casa.  Ela é uma das 19 que passaram a funcionar até as 22h.

 

“Caso não estivesse aberta, a opção seria a emergência de um hospital. Além do caso dela não ser de urgência, eu ainda precisaria esperar por horas até ser atendida. Aqui, nem  precisei marcar consulta. Chegamos e ela foi prontamente atendida”, conta Daise.  A pequena Maria Eduarda já saiu da unidade medicada.

 

A iniciativa da Secretaria de Saúde pretende otimizar o processo de trabalho dentro das equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF). A ideia é chegar a uma resolutividade maior, entre 85% e 90% dos casos, para que somente os mais graves cheguem às emergências dos hospitais.

 

O perfil de Daise e Maria Eduarda é justamente o que a Secretaria de Saúde pretende atingir com o novo turno: casos não urgentes e de pessoas que não têm disponibilidade para consultas durante o dia. Por enquanto,  19 unidades de saúde estão atendendo até as 22h.

 

“Não muda nada do funcionamento em relação ao dia. As pessoas devem sempre procurar a Equipe de Saúde da Família responsável pelo território que cobre seu endereço”, esclarece a coordenadora de Atenção Primária, Maria Alessio.

 

E foi isso que fez o paciente Domingos Leão. Ele tem diabetes e aproveitou o turno da noite para pegar a medicação e fazer o ajuste do aparelho que mede sua glicemia. “Esse horário é muito bom para quem não tem tempo de vir durante o dia”, comentou.

 

As consultas também começaram a ser agendadas para a noite. “Eu estava marcada para as 15h e me ligaram remarcando para a noite. Achei bem mais tranquilo este horário”, diz a dona de casa Maria de Fátima Santos. Ela  faz acompanhamento na unidade do Guará há 40 anos.

 

EXPANSÃO – O novo horário começou, em caráter experimental, na UBS 5 de Taguatinga, em 21 de outubro. No dia 1° de novembro passou a funcionar em unidades da Asa Norte, Guará, Riacho Fundo I e II, Estrutural, Paranoá,  São Sebastião, Sobradinho I e II, Planaltina, Ceilândia, Itapoã, Recanto das Emas, Samambaia,  Taguatinga, Águas Claras, Santa Maria e Gama. Ao todo, 19 UBS estão com horário estendido.

 

No entanto, as unidades não atendem casos de urgência e emergência. As situações mais graves devem ser direcionadas às unidades de pronto atendimento (UPA) e a um pronto-socorro hospitalar.

 

Há, ainda, a proposta da Coordenação da Atenção Primária (Coaps) de realizar um acolhimento único em cada UBS. Neste caso, haverá profissionais para fazer a escuta qualificada e dar os direcionamentos necessários, liberando o pessoal de cada equipe de Estratégia Saúde da Família (ESF) para atender as consultas agendadas, os pacientes crônicos e a demanda espontânea.

 

PROGRAMA – Ampliar o horário de funcionamentos nas unidades básicas é uma ação prevista no programa Saúde na Hora, do Ministério da Saúde, regido pela Portaria nº 930, de 15 de maio de 2019.

 

O Governo do Distrito Federal (GDF) assinou um termo de compromisso com o Ministério da Saúde para aderir ao programa, assumindo metas e indicadores a serem alcançados. A medida, incentivada pela Secretaria de Saúde, pretende ampliar a disponibilidade dos serviços em horários compatíveis aos dos trabalhadores, conferindo maior resolutividade à Atenção Primária.

 

 

Alline Martins, da Agência Saúde

Fotos: Breno Esaki/Saúde-DF