Governo do Distrito Federal
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24/05/17 às 11h33 - Atualizado em 30/10/18 às 15h17

Professores aprendem a armazenar água para combater o Aedes

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Capacitação faz parte do projeto Mensageiros da Água

BRASÍLIA (24/5/2017) – Professores de mais de 700 escolas públicas do Distrito Federal participam de treinamento sobre como fazer o armazenamento de água para evitar a proliferação do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, durante a crise hídrica. A sensibilização – que também aborda como fazer a conservação de água para consumo humano – é feita pela Diretoria de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde e integra um conjunto de ações do projeto Mensageiros de Água, realizado pela Secretaria de Educação em parceria também com a Caesb.

A ideia é capacitar os docentes para se tornarem multiplicadores de conhecimento para enfrentar a crise hídrica de forma correta e mobilizar os alunos, que somam 463 mil em toda a rede, para aplicar o aprendizado em casa. Nesta terça-feira (23), foi a vez dos professores de Samambaia, Taguatinga e Brazlândia participarem das palestras, que ocorreram no Centro de Ensino Médio Ave Branca, em Taguatinga.

O diretor de Vigilância Ambiental em Saúde, Denílson Ferreira de Magalhães, alertou que o acondicionamento inadequado de água no Distrito Federal tem se tornado o principal reservatório de focos do mosquito em algumas regiões. A incidência de larvas em tonéis, tambores e barris aumentou de 16% para 38%, entre dezembro de 2016 e fevereiro de 2017, segundo o Levantamento Rápido de Índice para o Aedes aegypti (LIRAa).

“Em fevereiro deste ano, identificamos 12 regiões administrativas com grande incidência de larvas em reservatórios. Por isso, é necessário esse engajamento da população para evitar que o mosquito se prolifere nesse período de chegada da seca”, alertou.

Denilson enfatizou que quando cessam as chuvas cai a transmissão das doenças pelo mosquito Aedes Aegypti, mas se a população fizer o armazenamento inadequado, o vetor pode depositar os ovos e o ciclo continuar.

“Apesar da situação de água armazenada inadequadamente em residências, o número de casos prováveis de dengue diminuiu em relação ao ano passado. A redução é de 90%”, afirmou.

A coordenadora pedagógica geral da Secretaria de Educação, Jackeline Dato, destacou que aproximadamente 250 das 720 escolas públicas no DF foram convocadas para a capacitação. Elas fazem parte das regiões administrativas do Guará, Núcleo Bandeirante, Paranoá, São Sebastião, Gama, Recanto das Emas e Santa Maria.

“Esperamos que as escolas tenham uma ação capilar para que o efeito seja de multiplicadores do conhecimento sobre ações durante a crise hídrica e o combate ao mosquito Aedes aegypti, nas unidades escolares, mas também que esses alunos apliquem os conhecimentos em casa.

ARMAZENAMENTO CORRETO – Para conservar a água adequadamente para o consumo humano, é necessário verificar a origem do recipiente, já que alguns podem conter elementos químicos. A segunda orientação é que o depósito seja completamente vedado para evitar a proliferação do mosquito da dengue. O armazenamento deve ser feito por apenas dois dias.

“A partir de 48 horas de armazenamento, a água não é recomendada para o consumo humano porque pode estar propícia a causar doenças de veiculação hídrica, como as diarreias, que atingem principalmente crianças e idosos, e também cólera”, disse Denilson.

Ele ressalta que, nesses casos, o produto que mantém a qualidade perde a eficiência e a água pode se tornar um veículo de transmissão de doenças, mas pode ser usada para outros afazeres domésticos, mas nunca desperdiçada.

CRISE HÍDRICA – A analista de Sistemas de Saneamento da Caesb, Karina Bassan, alerta que hoje estamos com o reservatório Descoberto um pouco acima da metade, mas com o início do período de seca os cuidados devem ser redobrados para economizar água já que, nesse período, a tendência é aumentar o consumo.

“Nossa previsão é chegar, em outubro desse ano, com apenas 9% de água no reservatório do Descoberto. Por isso, temos que trabalhar para ter, no mínimo, esse quantitativo”, contabilizou.

A analista também ressaltou, ainda, que cada brasiliense consome em média 185 litros por dia, sendo que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 110 litros, ou seja, o gasto chega a 75 litros de água a mais do que o suficiente.

CONFIRA ALGUMAS DICAS PARA ENFRENTAR A CRISE HÍDRICA
– Reduzir a lavagem dos veículos
– Não lavar as calçadas
– Reutilizar água da máquina de lavar roupa
– Consertar vazamentos
– Não deixar torneira pingando
– Substituir descargas de vasos sanitário por aquelas mais econômicas