Governo do Distrito Federal
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5/12/13 às 19h42 - Atualizado em 30/10/18 às 15h09

Profissionais da Candangolândia debatem violência contra a mulher

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Neste Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra a mulher (5), profissionais do Centro de Saúde da Candangolândia se reuniram para debater a violência doméstica e as formas de prevenção. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre as ações a serem adotadas diante dos casos de violência que chegam à unidade.

Segundo a representante do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT), Cristiane Matos, a estimativa é que a cada três minutos uma mulher sofre algum tipo de violência no Brasil. “ Isso ocorre em todas as classes sociais e em todos os segmentos da sociedade indiscriminadamente”, revela.

Para Cristiane, a partir de mecanismos internacionais, o Brasil conseguiu avançar em relação à questão. “Hoje em dia a delegacia se tornou um espaço aberto 24 horas para mediar e dar garantias de proteção à mulher”, disse ao comentar os benefícios trazidos pela Lei Maria da Penha, número 11.340, de 2006.

A psicóloga Rosa Helena Oliveira, que trabalha no Centro de Saúde, lembrou que a violência começa cedo e que deve ser combatida desde o início. “É preciso estimular junto à criança as relações baseadas no respeito e na cooperação, com divisões de tarefas igualitárias para meninos e meninas”, adverte.

Segundo a psicóloga, saber o que está por trás do comportamento de uma criança e conversar com ela a respeito é fundamental. “Frases do tipo homem não chora, e sentir raiva é feio, prejudicam o desenvolvimento porque é preciso que os pais conversem com as crianças e mostrem que os sentimentos de raiva, tristeza, frustração são comuns e devem ser enfrentados e canalizados de uma forma sadia e nunca reprimidos”.

A violência doméstica se manifesta de diversas formas, sendo que muitas vezes passa despercebida. Chamar a companheira de feia e imprestável, além de reforçar pontos negativos da aparência física também são formas graves de violência tanto quanto a agressão física, afirmaram as especialistas.

Na Secretaria de Saúde, a violência é combatida por meio de um atendimento especializado realizado por equipes treinadas. Esses profissionais integram o Programa de Prevenção e Atendimento a Pessoas em Situação de Violências e Riscos , que direciona os pacientes com suspeita desse agravo para um atendimento multiprofissional em consonância com diversos órgãos de governo que integram a rede contra a violência.

Por Arielce Haine, da Agência Saúde DF
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