Governo do Distrito Federal
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23/10/17 às 11h18 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Reconstrução mamária no Hran beneficiará nove mulheres

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 Evento é destinado a pacientes vítimas do câncer de mama

BRASÍLIA (23/10/17) – O Hospital Regional da Asa Norte realizará, nos dias 23, 25, 26 e 27 de outubro, um mutirão de reconstrução mamária que beneficiará nove mulheres mastectomizadas em razão do câncer de mama. Durante os quatro dias, estarão envolvidos 19 cirurgiões plásticos, um mastologista, seis residentes de cirurgia plástica, nove anestesistas, oito enfermeiros e 18 auxiliares de enfermagem. A atividade será realizada em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

 

O chefe da Unidade de Cirurgia Plástica do hospital, Altino Vieira de Rezende, explica que diversas técnicas serão utilizadas, de acordo com o estágio em que a paciente estiver em seu processo de reconstrução mamária. Os procedimentos vão desde cirurgias simples a mais complexas, que podem ser divididas, a depender do caso, em três ou quatro etapas.

 

“A reconstrução mamária é uma cirurgia plástica reparadora, que pode ser realizada após a retirada da mama em decorrência do tratamento contra o câncer. A grande maioria das mulheres que passou pela mastectomia tem indicação para a reconstrução”, explicou.

 

Segundo o médico, as mulheres mastectomizadas sentem-se mutiladas e socialmente afetadas. “O objetivo da reconstrução é devolver a autoestima e promover a reintegração social. A melhor maneira de prevenir e identificar o câncer em sua fase inicial é realizar consultas regulares com o ginecologista e mastologista, além de fazer o autoexame das mamas”, orientou.

 

DADOS – De acordo com o Inca, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma, respondendo por 28% dos casos novos a cada ano. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença.

 

A doença é relativamente rara antes dos 35 anos. Acima desta idade a incidência cresce progressivamente, especialmente após os 50 anos.