Governo do Distrito Federal
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27/06/13 às 21h21 - Atualizado em 30/10/18 às 15h06

Rede de Saúde do DF qualifica Gestão de Custos

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Representantes do hospitais da rede pública de saúde do Distrito Federal participaram nesta quinta-feira (27), no auditório do Hemocentro, de oficina para apresentação dos resultados da implantação do Programa Nacional de Gestão de Custos (PNGC), criado pelo Ministério da Saúde para atender a necessidade de aprimoramento da gestão de custos em saúde integrada ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo Andréa Mendes, coordenadora do PNGC/ MS, o Ministério assinou, em conjunto com a Secretaria de Saúde do DF, um termo de cooperação técnica-operacional para implantação do Programa de Gestão de Custos em Saúde, participando do projeto piloto que após aprovação será disseminado em todo o Brasil. “A participação da Secretaria tem sido imprescindível para o sucesso desse projeto. Estamos otimistas com os resultados”, relata Andréa.

Segundo a coordenadora do PNGC, o programa é um conjunto de ações que visam promover a gestão de custos no âmbito do SUS por meio da geração, difusão e aperfeiçoamento de informações relevantes a custos e assim. “O objetivo é que todos adotem de forma efetiva a ferramenta gerencial de gestão de custos em todas as unidades de saúde do Brasil para promover melhor uso dos recursos públicos e a qualificação da gestão em saúde”, explica.

Com o funcionamento do programa em toda a rede espera-se que haja maior controle, possibilitando, por exemplo, comparar unidades com o mesmo perfil e medir os custos de um paciente no SUS. “A transparência e a precisão das informações serão a ferramenta de decisão fundamental para a tomada de decisão dos gestores”, relata a supervisora da implantação da Gestão de custos do DF, Inez Cristina Ortega Cardoso.

O programa contará ainda com uma ferramenta desenvolvida especificamente para ajudar na apuração dos custos, o software chamado APURASUS, que será lançado até o fim deste ano e fornecerá de forma estruturada e padronizada as informações necessárias para os gestores tomarem decisões sobre como alocar os recursos. “Os coordenadores e diretores conhecerão melhor a realidade de sua regional e assim gastarão com mais qualidade”, relata Inez.

Entre as regionais que participam do projeto piloto, o Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) é o mais avançado em relação à quantidade e a qualidade das informações sobre despesas e produção. Esse quadro foi o resultado de um trabalho de quatro anos com a aplicação de políticas de sensibilização nos setores do Hospital para que houvesse uma mudança de cultura.

“A partir da sensibilização conseguimos diminuir as resistências e os setores passaram a fornecer continuamente as informações que precisávamos para um planejamento mais apurado”, afirma o chefe do Núcleo de Custos do HMIB, Bruno Henrique Souza de Andrade.

Segundo Bruno, o programa e, especificamente o software, vieram para aprimorar o monitoramento dos gastos do hospital de forma a impor uma gestão mais efetiva. “É uma ferramenta inovadora para a área porque antes contávamos apenas com tabelas de Excel para fazer as apurações e o controle”, explica ele.

A coordenadora geral de saúde da Asa Sul, Roselle Bugarin Stenhouwer, destaca a importância do programa no intuito de atender as demandas sociais. “Em um momento histórico em que o povo brasileiro vai para as ruas pedir mais transparência e qualidade na saúde, estamos criando com a gestão de custos uma administração pública mais eficaz”, conclui Roselle.

Ana Luiza Greca