Governo do Distrito Federal
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28/11/16 às 21h05 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

Rede Pública terá novos medicamentos para AIDS a partir de 2017

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Informação foi dada durante seminário que debateu a doença

BRASILIA (28/11/16) – A criação de um comitê permanente de trabalho foi uma das principais resoluções referendadas pelas instituições que participaram do Seminário Dia Mundial de Luta Contra a AIDS/2016 – Diálogo Institucional no Distrito Federal, realizado nesta segunda-feira (28), no auditório do Hospital Materno-infantil de Brasília.

“A partir dessa iniciativa poderemos articular a rede de atendimento interinstitucional e promover medidas de prevenção às IST (infecções sexualmente transmissíveis) e Aids, especialmente em relação ao reconhecimento de direitos de grupos usualmente discriminados por diversos segmentos do setor público e privado”, relatam os técnicos presentes no evento.

A oferta de novos medicamentos para o tratamento da Aids, mais modernos e com menos efeitos colaterais, também foi anunciada no seminário pela Diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken. “Essas novas drogas serão disponibilizadas a partir de janeiro de 2017 e todos os pacientes que ingressarem na rede pública para iniciar o tratamento serão atendidos pelos novos protocolos”, explica a médica sanitarista.

Embora o Brasil seja reconhecido mundialmente como um dos países que tem propiciado alta qualidade e eficiência no atendimento aos portadores do vírus HIV, a atenção a esse grupo tem sido constantemente aperfeiçoada. Desde 2015 o tratamento contra a AIDS tem sido oferecido de forma crescente a todos os soropositivos identificados em exames na rede pública de todo o país, mesmo os que apresentarem baixa carga viral.
“Houve uma grande adesão a essa iniciativa e, somente no ano passado 70 mil pessoas iniciaram o tratamento. O impacto social da medida é extremamente positivo, pois não somente reduz as possibilidades de agravamento do quadro de saúde dos soropositivos como reduz a possibilidade de transmissão da doença para eventuais parceiros”, explica Adele.

Participaram do Seminário a Secretaria de Saúde, Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial, Conselho de Saúde, Fórum ONG/AIDS, Ministério da Saúde e UNAIDS – Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids.

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