Governo do Distrito Federal
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15/03/18 às 19h39 - Atualizado em 30/10/18 às 15h19

Região Sudoeste abre ambulatórios específicos para vítimas de violência sexual

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Serviços funcionarão em Taguatinga e Samambaia

BRASÍLIA (15/3/18) – A partir desta quinta-feira (15), os hospitais regionais de Taguatinga (HRT) e de Samambaia (HRSam) passam a contar com ambulatórios de ginecologia e pediatria específicos para casos de violência. A proposta é que as pacientes tenham atendimento contínuo no mesmo local, com acompanhamento integrado aos núcleos de Programa de Pesquisa, Assistência e Vigilância à Violência (PAV) das respectivas unidades.

Nos consultórios, a consulta pediátrica será destinada tanto para crianças vítimas de abuso sexual, quanto de violência física, psicológica, negligência e abandono, entre outras formas de agressão.

“As vítimas de violência precisam de atendimento imediato e posterior ao abuso sexual para que recebam a profilaxia, façam exames e outros procedimentos que visam à saúde”, disse a psicóloga responsável pela implantação dos ambulatórios, Aline de Melo Soares.

FOTO BAIXA 2 NEPAV SAMAMBAIA

Segundo ela, esse será o terceiro serviço de ginecologia específico para casos de violência sexual no Distrito Federal. Os demais estão no Hospital Regional da Asa Norte e no Adolescentro. “Conforme recomendação do Ministério da Saúde, o ideal é que as vítimas de violência sexual façam consultas ginecológicas por até seis meses, sendo a segunda consulta após 15 dias e as demais após 30, 90 e 180 dias”, explicou.

Antes, as mulheres vítimas de violência eram encaminhadas para dar continuidade às consultas em unidades básicas de saúde. “Muitas vezes, elas não querem falar novamente da situação com outro médico e os pais também não gostam de expor a situação da criança. Por isso, é importante ter o atendimento em um único local, que vai oferecer acompanhamento permanente.

A psicóloga do PAV Azaléia, Renata Tavares, explicou ainda que o serviço oferecido no HRT será importante para evitar a “revitimização” da pessoa que sofreu a violência, já que será atendida pelos mesmos profissionais. “O ideal é que o paciente não tenha que recontar sua história para várias pessoas porque ela acaba vivenciando novamente em sua memória os sentimentos e emoções que teve no momento da agressão”, destaca Renata.

“A assistência médica é fundamental. A paciente tem o sofrimento psicológico e físico, além de ter, em alguns casos, consequências como doenças sexualmente transmissíveis graves como herpes e HIV, e até gravidez indesejada”, esclarece o ginecologista Marcos Célio Carvalho.

FOTO BAIXA 1 NEPAV SAMAMBAIA

ATENDIMENTO – No caso do HRSam, onde funciona o PAV Orquídea, o atendimento pediátrico será às terças-feiras, e o ginecológico, às quintas. No HRT, a ginecologia atenderá todas as segundas-feiras, enquanto a pediatria funcionará às sextas-feiras. O horário de funcionamento das unidades é das 7h às 19h. Os pacientes são encaminhados ou atendidos por demanda espontânea.