Governo do Distrito Federal
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10/01/12 às 3h00 - Atualizado em 30/10/18 às 14h57

Relatório aponta redução de óbito causado pela hantavirose

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O Núcleo de Controle de Endemias, Doenças Transmissíveis e Emergentes da Secretaria de Saúde divulgou um novo relatório00011400 sobre a hantavirose no Distrito Federal. Apesar do número de casos ter se mantido mais ou menos equivalentes caiu de forma acentuada. Em 2010, a taxa de letalidade foi de 68,8%, e em 2011 ficou em torno de 33,3%. entre os anos de 2010 e 2011, a boa notícia é que o número de óbitos 

Em 2011, foram notificados 134 casos suspeitos da doença, com onze confirmações, que resultaram em três óbitos. Nove casos são autóctones (transmissão no DF) e dois são casos importados de outros estados. Já em 2010, foram registrados 127 casos suspeitos, com 16 confirmações – 12 de pessoas do DF e quatro de Goiás – que resultaram em 11 óbitos.

Para o chefe do Núcleo de Endemias, que é ligado à Gerência de Doenças Crônicas e Outros Agravos Transmissíveis da SES-DF, Dalcy Albuquerque Filho, os profissionais de saúde estão mais sensíveis em relação à suspeita de hantavirose e isso justifica a queda na taxa de letalidade. “Percebemos que os profissionais estão preocupados em fazer um diagnóstico o mais correto possível, no entanto, é importante que o paciente também colabore, pois é fundamental informar caso tenha estado em áreas de risco”, observa.

Segundo o médico, ter estado em uma área rural, ainda que de forma rápida, como para a prática de esportes , são informações relevantes. “Entende-se como exposição de risco, morar, trabalhar, visitar, acampar, fazer trilhas ou quaisquer outras ações próximas a florestas ou áreas de cerrado”, identifica Dalcy.

Outro fator considerado positivo e que pode ter auxiliado na redução dos óbitos foi o treinamento promovido em novembro pela equipe do Núcleo de Controle de Endemias, Doenças Transmissíveis e Emergentes, com apoio da SVS do Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Medicina Tropical/Seção DF. A capacitação, para diagnóstico e manejo clínico de hantavirose, teve a participação de cerca de 50 profissionais, médicos, enfermeiros e outros, de emergências, atenção básica e UTI, como parte do processo continuado de sensibilização profissional.

Saiba mais:

O quadro inicial da hantavirose se assemelha a várias doenças virais e bacterianas, como dengue, influenza e a estreptococcia grave. É preciso avaliar a clínica e epidemiologia de maneira detalhada, conduzir o caso de forma cuidadosa
para salvar a vida do paciente. É obrigatório considerar a epidemiologia (exposição de risco) ao atender doentes com sinais e sintomas sugestivos da doença, pois, a hantavirose tem evolução muito rápida e a letalidade alta.

Entende-se como exposição de risco: morar, trabalhar, visitar (para acampamentos, hospedagem, participação em festas/eventos, pescarias, caçadas, etc), praticar esportes como trilhas, mountain bike, escaladas, rapel, etc, em áreas rurais (chácaras, fazendas, sítios ou centros de ecoturismo) ou urbanas (residências e condomínios) próximas de florestas ou cerrado. No DF e entorno, deve-se dar atenção especial aos deslocamentos a condomínios mesmo urbanos, pois, muitos são
contíguos a áreas de pastos, antigos e atuais ou áreas de cerrado preservadas, onde pode existir o roedor.

Acesse o relatório divulgado pelo Núcleo de Endemias/SES-DF no anexo abaixo.

Arielce Haine SES-DF