Governo do Distrito Federal
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1/08/16 às 19h45 - Atualizado em 30/10/18 às 15h15

Saúde abre Campanha Mundial de Aleitamento Materno no DF

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Nos últimos 8 anos amamentação exclusiva até 6 meses aumentou 30%

BRASÍLIA (1/08/16) – O aleitamento materno tem papel preponderante na redução da mortalidade infantil, no desenvolvimento cerebral da criança, ajuda na economia doméstica com a redução de gastos entre dois e três mil reais por ano e, para coroar uma extensa série de benefícios à mãe e à criança, também pode contribuir para desenvolvimento sustentável e preservação do planeta.

Com base nesses princípios foi lançada hoje a Campanha Mundial de Aleitamento de 2016 no DF, que vai se estender até o dia 7 de agosto, mas no Distrito Federal prossegue até 2 de setembro com uma série de ações de conscientização junto à sociedade e de capacitação de servidores da saúde “para garantir uma atenção especial à amamentação e aumentar os nossos índices do aleitamento materno que, embora sejam bons, podem ser melhorados”, diz a Coordenadora de Aleitamento Materno e de Bancos de Leite do DF, Miriam Santos.

Na solenidade de lançamento da campanha no DF, a representante do Ministério da Saúde (MS), Teresa Delamare, destacou a estreita relação entre aleitamento materno e ações ecossustentáveis. “A prática do aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade contribui diretamente para a redução do consumo de água, da produção de latas de leite e do consumo de energia. Por isso, a escolha do tema definido pelo MS: Faz bem para o seu filho, para você e para o Planeta”, explica.

“Aparentemente as pessoas não veem uma relação próxima entre o ato de amamentar e a sustentabilidade, mas basta imaginar um consumo de quatro latas de leite por criança e multiplicá-lo por milhões de pessoas no mundo para compreender a extensão do dano. Além disso, é preciso utilizar água, gás e energia no processo, gastos evitáveis, não necessários, prejudiciais ao meio ambiente e, sobretudo, à saúde das crianças”, avalia Delamare.

Durante o período da campanha estendida no DF, até 2 de setembro, todas as unidades básicas de saúde terão um dia de atividades de promoção do aleitamento materno. Também estão previstos eventos em outras instituições, a exemplo do judiciário local, onde serão realizadas ações de incentivo à amamentação em todos os fóruns do DF.

A campanha atinge mais de 120 países em todo o planeta e é promovida pela Waba (Aliança Mundial Pró-aleitamento Materno), instância do Unicef dedicada ao tema. “O Brasil é o único país que pode utilizar a logomarca da Waba, pois foi o primeiro a iniciar o processo de criação das redes de aleitamento materno. Essas ações trouxeram resultados positivos aos indicadores de saúde do país, principalmente na redução dos índices de mortalidade infantil. Para Miriam Santos, “esse resultado deve muito ao aumento da amamentação exclusiva, atualmente com índices próximos de 50%, considerando-se a média de todas as Unidades da Federação”.

No Distrito Federal, o índice de aleitamento exclusivo até os 6 meses é de 65,8%, contra os menos de 50% verificados em 2008, segundo dados do Ministério da Saúde. Quanto ao aleitamento continuado até um ano de idade, chega a 76,2%, também superior aos 66% registrados há 8 anos, ainda de acordo com o MS. “Esses indicadores mostram claramente a melhoria nas condições de saúde das crianças, com evidentes reflexos na redução da mortalidade infantil, que tem apresentado números decrescentes no DF”, compara Miriam Santos.

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