Governo do Distrito Federal
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27/01/14 às 11h24 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

Saúde alerta: automedicação pode matar

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Solução para uma dor imediata pode trazer consequências graves 

Quem nunca tomou um medicamento sem receita médica por causa de uma dor de cabeça ou uma gripe? Ou, quem nunca pediu a opinião de alguém sobre como tomar um determinado medicamento? A automedicação muitas vezes vista como uma solução para uma dor imediata pode trazer consequências mais graves do que se imagina.

A medicação por conta própria já causou inúmeros casos de intoxicação e é também um problema de saúde pública no Brasil. O uso inadequado de um medicamento pode ocasionar o agravamento de uma doença, esconder determinados sintomas, provocar reações alérgicas, dependência e até mesmo a morte. Pode, ainda, anular ou potencializar o efeito de outro medicamento.

Para o coordenador de Saúde de São Sebastião, Marcus Costa, a automedicação é a utilização de medicamentos sem a receita médica pode prejudicar alguns tratamentos. “Na rede pública de saúde do DF os profissionais procuram sempre orienta o usuário sobre a importância do uso correto do medicamento e em alguns casos os pacientes recebem medicamentos apropriados as suas necessidades clínicas em doses e períodos de acordo com a necessidade de cada um” pondera o médico.

“Não há medicamentos inofensivos, tomar remédios envolve sempre um risco. Por isso, medicamentos só devem ser tomados quando há uma real necessidade, ou seja, quando o médico os prescreve após a avaliação do estado do doente”, ressalta Marcus.

Há públicos mais vulneráveis que outros às interações dos medicamentos. Crianças, grávidas, mães que amamentam e os idosos não devem praticar automedicação.

A dona de casa Cléia Vasconcelos, de 20 anos e moradora do bairro São Bartolomeu em São Sebastião, conta que não toma remédios sem receita médica. “Conheço os riscos, acho perigoso e dependendo do remédio pode até matar. Sei de pessoas que foram parar no pronto socorro por porque se automedicaram”, ressalta.

Já a doméstica Heloisa Alves do Bairro São José, de 26 anos, afirma que toma remédios sem consultar o médico. “Uso receitas de família, um chazinho aqui, um xarope ali, uma erva do quintal ou alguma coisa para a gripe, resfriado ou febre. Não penso no perigo, só penso em ficar boa logo”, revela.

O vigilante José Bezerra residente do Café Sem Troco, de 44 anos, disse que conhece muita gente que toma remédios sem consultar os médicos. “Evito o máximo a automedicação. Sei dos perigos para a minha saúde. Mas conheço pessoas que já passaram mal ao tomar remédios de sem receita”.

A servidora da farmácia do Centro de Saúde de São Sebastião, Graça Pinheiro, trabalha há dez anos e distribui todos os dias centenas de medicamentos para a população. Ela ressalta que muitas pessoas chegam à farmácia com receitas vencidas por mais de um ano. “As pessoas querem qualquer maneira retirar os medicamentos sem mesmo passar por uma revisão médica. Isso é perigoso, pois são medicamentos para pressão, diabetes, entre outros. Nós não apoiamos a automedicação, pois sabemos os males que podem ocasionar para as pessoas”.

Atenção para a automedicação nos casos abaixo:

• Automedicar bebês e crianças pode criar lesões irreversíveis ou ser mesmo fatal;
• As grávidas só devem tomar medicamentos a partir de prescrição médica, pois os medicamentos podem prejudicar o normal desenvolvimento do seu bebê (a simples ingestão de complexos vitamínicos não se deve fazer em regime de automedicação, por exemplo, uma dosagem elevada de vitamina pode ocasionar sérios problemas e pode afetar o feto);
• Na amamentação é importante ter cuidado, pois alguns medicamentos passam através do leite materno para o organismo do bebê, há medicamentos que podem inibir a lactação;
• A população idosa também só deve tomar medicamos com a devida orientação médica, pois devido à idade aumentam os riscos.

Por Marina Ávila, da Agência Saúde DF
Atendimento à imprensa:
(61) 3348-2547/2539 e 9682-9226

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